Corpos embaixo do ônibus e criança transferida: o que se sabe sobre o acidente com romeiros em AL

Uma criança de 9 anos apresenta o caso mais grave entre as vítimas do acidente ocorrido nesta terça-feira (3), envolvendo um ônibus com romeiros na rodovia AL-220, no Médio Sertão de Alagoas. Ela foi socorrida em estado crítico, encaminhada inicialmente ao Hospital Regional do Alto Sertão e, devido à gravidade do quadro, transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Detalhes sobre a operação de resgate dos feridos e retirada dos corpos foram repassados pelas autoridades alagoanas durante coletiva. Alguns corpos foram estavam embaixo do veículo.

Segundo o coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), dr. Mac Douglas, a criança foi entubada, teve o tórax drenado e sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE).

“Essa forma integrada faz com que a gente tenha o menor tempo de resposta. Seguimos o protocolo para múltiplas vítimas, com a zona quente delimitada pelos bombeiros para atuar de forma segura. Empregamos ambulâncias de suporte básico e avançado e conseguimos direcionar as vítimas para os hospitais mais adequados”, afirmou.

A maioria das víimas foram encaminhadas ao Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS). Duas delas precisam passar por cirurgia e o estado é considerado grave. Outras 13 estão na ala amarela.

O atendimento à ocorrência mobilizou uma grande operação integrada das forças de segurança e saúde do Estado. De acordo com a tenente-coronel Elaine Monteiro, coordenadora de integração aeromédica do Departamento Estadual de Aviação (DEA), a Central de Regulação Única recebeu o chamado por volta das 6h20 e, imediatamente, iniciou uma ação conjunta.

“Começou uma operação totalmente integrada entre os bombeiros e o Samu. Foram acionados todos os recursos possíveis da 2ª microrregião, localizada em Arapiraca, totalizando nove ambulâncias. Neste mesmo momento, foram acionados o DEA e empregadas três aeronaves. Era um cenário com múltiplas vítimas”, explicou.

O Corpo de Bombeiros Militar também atuou de forma decisiva no resgate. Segundo o comandante-geral da corporação, coronel Aluísio Vanderlei, foram empregadas cinco viaturas das bases de Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia e Piranhas.

“O trabalho dos bombeiros foi retirar as vítimas e entregá-las ao Samu, mas também utilizamos duas viaturas para transportar feridos até Santana do Ipanema, além da retirada dos corpos da cena da ocorrência”, relatou.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Verçosa, reforçou a importância da cooperação entre os órgãos. “Tivemos uma cooperação interagência com bombeiros, DEA com três aeronaves, Samu com ambulâncias e a Polícia Militar garantindo a segurança no local. Isso demonstra o poder de organização do Estado. Atuamos desde a abordagem inicial, buscando vítimas com risco iminente de vida, até a identificação de óbitos, sempre tentando garantir quantidade e qualidade de vida aos cidadãos”, destacou.

Já o diretor-presidente do DEA, coronel André Madeiro, descreveu a dinâmica do acidente como grave e atípica. “O ônibus passou direto na curva. A rodovia é mais alta em relação ao terreno onde o veículo parou e, ao capotar, algumas pessoas foram projetadas para fora, outras ficaram presas embaixo. Foram necessárias duas retroescavadeiras para desvirar o ônibus. Foi um acidente bem feio”, afirmou.

Ainda segundo as autoridades, todo o atendimento à ocorrência durou entre duas horas e meia e três horas. As causas do acidente seguem sendo apuradas.

Fonte Gazetaweb

.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo