Gabriela Botelho, representante de Sergipe, é eleita Miss Brasil Mundo 2026
Com a vitória, modelo representará o Brasil na etapa internacional do concurso

A empresária Gabriela Botelho conquistou o título da 64ª edição do Miss Brasil Mundo na noite deste sábado (31), em cerimônia realizada no Teatro Caesb, em Águas Claras (DF).
Embora tenha nascido em Minas Gerais, a modelo representou o estado de Sergipe, superando outras 24 candidatas e agora se prepara para defender o país na etapa internacional do concurso – o mais importante da categoria.
O pódio foi completado por Maria Cecília Nóbrega, do Pará, em segundo lugar, e Carolina Faria, do Rio de Janeiro, na terceira posição.
Celebração à beleza
O evento teve início com a apresentação individual das concorrentes e o tradicional desfile em traje esportivo.
Ao longo da semana, as candidatas estiveram em regime de confinamento, onde participaram de provas preliminares, como a de talento, cujas pontuações foram cruciais para a seleção do Top 15. Entre as classificadas para a fase semifinal estiveram representantes de estados como Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.
Primeira indígena na passarela
Um dos marcos desta edição foi a participação histórica de Tainá Marrirú, a primeira mulher do povo Iny Karajá a disputar o certame nacional.
Embora a candidata indígena não tenha avançado para as finais, sua presença foi destacada como um passo importante para a representatividade no concurso.
Vencedora lembra vítimas de Brumadinho (MG)
A vitória de Gabriela Botelho foi consolidada durante a rodada de perguntas, quando foi questionada sobre transformações necessárias para o Brasil.
Em seu discurso, a vencedora relembrou sua experiência de cinco anos como voluntária em Brumadinho após a tragédia da barragem. Gabriela defendeu que a mudança social efetiva não reside em “dar voz” aos vulneráveis, mas sim na disposição da sociedade em ouvir aqueles que já possuem suas próprias vozes, transformando a escuta em ações concretas.
Confira o discurso na íntegra:
“Há sete anos atrás eu descobri meu propósito quando pisei pela primeira vez em Brumadinho, após o rompimento da barragem. Ali foi um trabalho de cinco anos e uma das primeiras coisas que aprendi é que as pessoas nunca precisaram de alguém que fosse voz para aqueles que não tivessem voz. Todos eles têm voz”, começou.
“Hoje eu trabalho como embaixadora das doenças raras na Casa de Maria e não tem nada que fale mais alto do que uma mãe implorando para o mundo ajudar ela a salvar o seu filho. O que vejo hoje que falta na nossa população brasileira é aprender a ouvir, ouvir aqueles que estão gritando exatamente que eles precisam de ajuda”, refletiu.
Ela encerra reforçando o exercício da escuta como o primeiro grande passo para mudanças. “A gente só precisa agir. Se eu posso pedir hoje para vocês é: ouçam. Ouçam o que as pessoas estão pedindo a você. A verdadeira mudança começa exatamente aí. Quando começarmos a ouvir uns aos outros, tenho certeza que nós conseguiremos agir exatamente onde precisa ser feito [de] mudanças no nosso país”.
Fonte CNN Brasil Foto: RR Photos