Documentário Dalvinhas tem estreia em Julho em Piaçabuçu

Piaçabuçu terá noite iluminada pelo filme alagoano Dalvinhas, com direção de Arilene de Castro, pela exibição gratuita e aberta no sábado (12/07), às 20h, na programação do “Sarau Olha o Chico”, que será realizado na Associação Olha o Chico, Av. Conselheiro Ulisses Guedes, Bairro Brasília.
Dalvinhas (dir. Arilene de Castro) conta um pouco da vida e trajetória de Vicentina Dalva Lyra de Castro (1971-2020) – conhecida como Dalva de Castro, professora Dalvinha, ou simplesmente Dalvinha – através das vozes de mulheres e crianças.
O filme tem como locação o Recanto Ibiaci (Ilha do Gondim), situado no município de Piaçabuçu-AL. Espaço que pertenceu a Dalva, foi habitado por ela e reverbera seus sonhos e sua existência. Em sua narrativa, a produção apresenta memórias, afetos e um pouco das transformações provocadas a partir do contato de Dalva com as mulheres e crianças ribeirinhas do rio São Francisco, as quais compõem o elenco desta obra. Além dos depoimentos, Dalvinhas apresenta poemas e canções de autoria de Dalva de Castro.
Arilene de Castro, roteirista, diretora e montadora de Dalvinhas, acolheu a dor de perder a sua irmã junto ao processo de escrita e desenvolvimento deste filme. Juntas, elas colaboraram em vários trabalhos, entre eles boa parte dos filmes dirigidos por Arilene, desde Areias que falam, contemplado pelo DOCTV, único projeto de autoria de uma mulher realizado por este incentivo em Alagoas.
Esse filme foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, operacionalizado pelo Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. O documentário será disponibilizado para exibições com recursos de acessibilidade, como janela de LIBRAS, Legendagem LSE e Audiodescrição.
Sobre Dalva de Castro
Dalva atuou como professora de escola pública e na gestão cultural junto à prefeitura de Piaçabuçu por tempo determinado, além de atuar de forma independente por duas décadas através da Associação Amigos de Piaçabuçu, fundada em 1999, também conhecida como “Olha o Chico”.
Ela semeou um trabalho voltado para a promoção da cultura do Baixo São Francisco, além de valorização e preservação do meio ambiente, não só para a cidade de Piaçabuçu, mas também para as regiões vizinhas, a partir do desenvolvimento de ações de cunho educativo e cultural, como saraus, produção de cds, curta metragens e realização de fóruns. Como uma das cantoras e produtora do Grupo Caçuá (fruto também da “Olha o Chico”), Dalva transpirava parte do seu empenho em misturar música, teatro e dança.
Dalva de Castro foi a primeira alagoana contemplada em um edital nacional de incentivo à produção audiovisual – o Revelando os Brasis, em 2005 – por meio do qual realizou o filme alagoano Borboletas. Dalva também participou de As Ilhas da Minha Vida (dir. Zezinha Dias), filme também contemplado no Revelando os Brasis – ano IV, realizado em Piaçabuçu em 2011. Dalva voltou a colaborar em outros filmes dirigidos por Arilene de Castro, como: Guerreiros (produtora executiva), O Juremeiro de Xangô (atriz), Parteiras (Trilha Sonora), Mestras e Mestres da Produção Artesanal (Trilha Sonora), Chefes da Gastronomia Popular (Trilha Sonora) e Terapeutas Tradicionais (Trilha Sonora).
Sobre Arilene de Castro
Arilene de Castro nasceu em Penedo, em 1974, e cresceu em Piaçabuçu, cidade ribeirinha do Rio São Francisco. Graduou-se em Administração de Empresas (2005) e Psicologia (2015) pelo CESMAC. Atua como psicóloga clínica, realizadora audiovisual e atriz.
Como atriz recebeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no IX Festival Internacional O Cubo de Cinema de Língua Portuguesa, pela sua atuação em Dois Cabras, de Alex Walker. Também participa do elenco do filme: Praia da Avenida, no qual também assina a direção junto a Wagner Sampaio.
Dirigiu uma série de quatro documentários como parte do projeto Inventário de Saberes e Fazeres da Cultura Popular: Parteiras, Terapeutas Tradicionais, Gastronomia Popular e Produção Artesanal. Com Parteiras recebeu os prêmios de Melhor Filme pelo Júri Popular e Melhor Contribuição Técnica na IX Mostra Sururu de Cinema Alagoano. Assina o roteiro, direção e fotografia do documentário, O Juremeiro de Xangô, filme selecionado pelo edital Curta Afirmativo: Protagonismo de Cineastas Afro-Brasileiros na Produção Audiovisual, da Secretaria do Audiovisual e Ministério da Cultura.
É uma das contempladas pelo III Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas, através do qual realizou o filme Guerreiros, vencedor do Prêmio SESC de Júri Popular na V Mostra Sururu de Cinema Alagoano. Roteirizou e dirigiu o documentário Cavalgada da Liberdade. Realizou seu primeiro longa-metragem, Caminhos do Imperador, em 2012. Foi contemplada pelo DOC TV IV, pelo qual roteirizou e dirigiu o documentário Areias que Falam.
Na publicidade, tem uma vasta experiência como produtora e diretora, atuando por 18 anos. Conquistou o segundo lugar no concurso fotográfico promovido pela Fundação Pierre Chalita. Sua primeira exposição, São Francisco do lado de Cá, aconteceu em 2001, no SESC-AL, e posteriormente percorreu várias cidades do Brasil junto ao Grupo Caçuá (do qual foi integrante durante dez anos).
Sobre Dalvinhas
Sinopse
No Recanto Ibiaci, transborda amor das Dalvinhas para a Dalvinha que partiu. Aquela que semeou, através da arte e do trabalho social – em Piaçabuçu e em outros municípios de Alagoas – afetos, alegrias e ensinamentos sobre cultura, arte, educação e vida.
Dalvinhas é um filme que celebra a vida de Vicentina Dalva Lyra de Castro (1971-2020) – conhecida como Dalva de Castro, professora Dalvinha, ou simplesmente Dalvinha – através de crianças e mulheres que conviveram com ela.
Ficha Técnica
Uma Produção, OLHA O CHICO
Poemas e Canções: Dalva de Castro.
Roteiro, Direção e Montagem: Arilene de Castro.
Dalvinhas: Kelcy Mary, Mira Dantas, Michele Castro, Ágatha Martins, Malhinha, Thalia Flor, Janete Sophia, Dirlene de Paiva Lyra Nunes, Graciane Almeida, Zezinha Dias, Carmem Roberta, Mestra Dona Lourdes, Adriana Araújo, Daniele Soares, Elayne Gois e Linete Matias.
Pesquisa: Arilene de Castro, Larissa Lisboa, Linete Matias, Igor Castro, Januário Castro e Túlio Gonçalves.
Produção Executiva: Arilene de Castro e Linete Matias
Direção de Produção: Linete Matias
Controller e Logger: Emerson Muniz
Produção de Logística: Manoel Silvestre
1º Assistente de Produção: Pedro Castro
2º Assistente de Produção: Ana Claúdia
Auxiliar de Produção: Clairton
Barqueiro: Manoel Messias Neves
Alimentação: Cícera Barbosa, Mayra dos Santos e Ualas de Oliveira
Fotografia e Câmera: Benita Rodrigues
Fotografia e Imagens Adicionais: Arilene de Castro
Assistente de Fotografia: Mércia Silva
Still: Carla Layane
Direção Musical, Desenho de Som e Mixagem: Igor Castro
Masterização: Dácio Messias
Percussão, Violão, e Teclado: Igor Castro
Viola, Violão e Teclado: Jasiel Martins
Violoncelo e Flauta Transversal: Miran Abs
Intérpretes das Canções: Linete Matias, Mira Dantas, Zezinha Dias, Carmem Roberta, Ágatha Martins, Thalia Flor e Janete Sophia.
Técnica de Som: Vanessa Mota
Designer Gráfico e Assessoria de Comunicação: Elayne Gois
Animação 3D: Cláudio Olimpio
Finalização de Imagem: Eduardo Noe
Assistente de Montagem: Romeu de Luca
Tecido Acrobático: Benita Rodrigues
Interpretação Vocal dos Poemas e Narração: Arilene de Castro
Preparador de Elenco (poemas e narração): Alex Walker
Contação de História: Linete Matias
Dança Poema Vida: Zezinha Dias
Esculturas e Pinturas do Casulo: Pedro Castro
Acabamento do Casulo: Ana Cláudia
Confecção das Borboletas em Origami: Carmem Roberta
Pintura do Set: Clemência Ferreira
Assistente de Pintura: Nícolas Gabriel, Roberta, Maria Liz, Kailane Heloísa, Juliete e Marciel
Acessibilidade: Permear Arte e Acessibilidade
Audiodescrição, Roteiro e Narração: Bárbara Lustoza
Consultoria: Fabrícia Omena
Janela de Libras, Intérprete de Libras: Gilmara Farias
Consultor Surdo: Mário Lima
Legendagem LSE, Legendagem: Laís Oliveira
Consultoria: Marcelo Pedrosa
Apoio: VTK, ARTWORK, AS RIBEIRINHAS
Agradecimentos: Alex Walker, Ana Laura, Antelmo Leão, Larissa Lisboa, Gerson Barros, Lenise Cajueiro e Paulo Guedes.