Biomédico é indiciado pelos estupros de dois jovens menores de idade, em Maceió

Um biomédico residente em Maceió foi indiciado pelos estupros de dois jovens de 17 anos, crime previsto no Artigo 213 do Código Penal. O indiciamento, feito pela delegada Adriana Gusmão, da Delegacia Especial dos Crimes Contra Crianças e Adolescentes da Capital, aconteceu em setembro, mas somente nesta quinta-feira (7) o CadaMinuto teve acesso ao documento.

 

O relatório final foi encaminhado para o Ministério Público Estadual e para o Poder Judiciário.

O advogado de defesa dos dois jovens, Ricardo Omena, disse que após a reportagem do CadaMinuto sobre o caso, surgiram outras sete vítimas, totalizando nove pessoas supostamente abusadas sexualmente pelo suspeito. Segundo ele, três desses sete novos denunciantes já formalizaram queixa, na delegacia, contra o biomédico e os outros quatro devem ser ouvidos na próxima semana.

“Depois de ler a reportagem, uma dessas vítimas, hoje com 19 anos, decidiu procurar a Polícia Civil para denunciar o suspeito pelo mesmo crime, que teria ocorrido quando ele tinha 15 anos”, contou Omena, acrescentando que os jovens o procuraram após reconhecerem o ‘modus operandis’ do suspeito e tomaram coragem de falar depois que souberam das primeiras denúncias.

Os boletins de ocorrências registrados na Delegacia Especial dos Crimes Contra Crianças e Adolescentes da Capital, apontam que os supostos estupros pelos quais o biomédico foi indiciado foram praticados em maio deste ano, em Maceió, durante caronas oferecidas pelo homem aos menores.  

Em depoimento prestado no final de agosto o suspeito confirmou as caronas, mas negou o cometimento dos abusos sexuais.

Ricardo Omena relatou ainda à reportagem do CadaMinuto que o caso só foi denunciado em julho, dois meses após o ocorrido, porque os pais de uma das vítimas perceberam graves mudanças no comportamento do filho, que deixou de se alimentar e entrou em depressão depois do suposto abuso. Quando o menino confessou o que tinha acontecido, os pais imediatamente registraram a queixa.

CadaMinuto

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