Bancos e Correios em greve em plena campanha de reeleição do Presidente Lula.

Trabalhadores da Caixa Econômica Federal, de parte do Banco do Brasil e dos Correios entraram em greve nacional nesta semana de Setembro de 2026. O movimento coincide com o período da campanha eleitoral para Presidência da República , gerando pressões políticas sobre o governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição.
Abaixo estão os detalhes das duas paralisações que ocorrem em paralelo: Greve dos Correios.
Greve dos Correios : a categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial da empresa (de 0,87%) e contesta as alterações na gestão do plano de saúde, no qual os Correios deixariam de atuar como mantenedores diretos. A paralisação acontece em meio a um plano de reestruturação para conter a crise da estatal, que acumulou um prejuízo bilionário no primeiro semestre de 2026.
Caixa Econômica: Entrou em greve nacional por tempo indeterminado. Os empregados recusaram o acordo em decorrência de discordâncias sobre o custeio do plano Saúde Caixa. Novas propostas estão sendo apresentadas pelo banco para tentar pôr fim à paralisação.
- Banco do Brasil: A greve ocorre de forma parcial. Mais de 20 sindicatos regionais rejeitaram os termos propostos pela direção do banco e cruzaram os braços, enquanto outras bases aceitaram o acordo.
O calendário das eleições de outubro adicionou complexidade às negociações fiscais e trabalhistas. A legislação eleitoral restringe aumentos de remuneração que excedam a recomposição da inflação nos 180 dias anteriores ao pleito. Esse limite legal foi citado nominalmente pelas direções das estatais para justificar o teto de suas concessões financeiras, ampliando o cabo de guerra com os sindicatos e o potencial desgaste político para a campanha governista.
Por redação C/ G1, Folha de São Paulo, Instagram Ponto B, Agência Brasil e Acesse Política.



