Concessão de título de cidadão honorário é sinônimo de reconhecer feitos notáveis e não de criação de palanque.

A concessão de títulos de cidadão honorário é uma ferramenta frequentemente banalizada por políticos para criar palanques, retribuir favores ou promover agendas ideológicas. Embora o objetivo original seja homenagear quem prestou serviços relevantes a um município, o instrumento é alvo de críticas por muitas vezes ignorar o mérito real do agraciado.

Por definição, o título de cidadão honorário equipara uma pessoa de fora à condição de conterrâneo, sendo destinado a quem contribuiu de forma indelével para o desenvolvimento local ou para a sociedade. Esse é o maior objetivo da honraria.

Em diversas Casas Legislativas, vereadores ou deputados possuem cotas anuais para distribuir essas honrarias. Esse excesso gera custos com solenidades, diplomas e placas, além de esvaziar o peso simbólico da distinção. Isso, chama-se banalização política ou brincar de homenagear.                                                                               Sessões solenes, confecção de diplomas e recepções geram custos aos cofres públicos, o que leva a população a questionar sobre a prioridade do Legislativo.

É comum que legisladores utilizem os títulos para garantir visibilidade a figuras políticas nacionais, o que frequentemente resulta em debates polarizados e protestos públicos, distanciando as câmaras de discussões mais urgentes para a população. Isso, significa  “Uso político uma espécie de desvio de objetivo

Por redação C/ Geraldo José

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