Combustíveis: Eudócia denuncia suposto elo entre Renan Filho e grupo investigado pela PF por fraude bilionária

Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (7), a senadora Dra Eudócia (PSDB/AL) denunciou que o senador Renan Filho (MDB) permitiu a “sonegação de quase R$ 1 bilhão” em impostos, quando era governador de Alagoas, supostamente dentro do esquema de lavagem dinheiro alvo da operação Unha e Carne, cuja sexta fase foi deflagrada hoje, pela Polícia Federal.
A senadora destacou que, por meio de decretos publicados na época em que foi governador, Renan Filho e o então secretário da Fazenda, George Santoro, que hoje é ministro dos Transportes, beneficiaram empresas ligadas ao empresário Ricardo Magro, do grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio.
Magro é apontado, pela PF, como líder da organização criminosa que teria causado um prejuízo de mais de R$ 52 bilhões aos cofres públicos, principalmente em ICMS não recolhido no Rio e em São Paulo.
Eudócia também anunciou que protocolou notícias-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Ministério Público Federal (MPF) para que apurem “o motivo do então governador não ter recolhido esse R$ 1 bilhão em impostos para Alagoas”.
Ainda conforme a senadora, o Porto de Alagoas foi utilizado como rota de passagem de combustíveis que teriam o Rio de Janeiro como destino. Afirmando que “Ricardo Magro teve ligação direta com a sonegação de impostos que ocorreu em Alagoas”, ela solicitou à Polícia Federal que “coloque uma lupa no Estado para apurar essa fraude, porque as pessoas envolvidas são as mesmas”.
“Os navios vinham de fora, paravam nas águas de Alagoas e sequer atracavam no Porto. Os barris de combustíveis chegavam intactos no Rio, porque não eram fiscalizados em Alagoas. A Polícia Federal está de parabéns, mas lamento muito que essa lavagem de dinheiro tenha acontecido também em Alagoas e acho que o ex-governador tem muito a explicar sobre essa operação. Porque esses combustíveis tinham que passar por Alagoas e porque os navios não atracavam e não eram fiscalizados?”, questionou.
Fonte cadaminuto P/ Vanessa Alencar



