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Alagoas foi o estado que mais fechou postos de trabalho intermitente

Alagoas foi o estado brasileiro que mais fechou postos de trabalho intermitente em 2021, de acordo com dados do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (7). Os números mostram que, de janeiro a abril, foram 59 postos de trabalho encerrados nesta modalidade.

Os dados, que fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), mostram que somente outros dois estados, além de Alagoas, tiveram resultado negativo. Roraima fechou 13 postos de trabalho intermitente e Amapá fechou 3. Em todo o País, o saldo de vagas intermitentes no primeiro quadrimestre deste ano é positivo em 17.098 vagas. São 70.778 admissões, ante 53.680 demissões.

No trabalho intermitente, o contratado não tem expediente definido, o trabalhador somente atua quando é chamado e recebe o pagamento de acordo com as horas trabalhadas. Não há, portanto, jornada mínima e salário fixo.

Em Alagoas, foram 287 admitidos nesta modalidade nos primeiros quatro meses do ano. No entanto, neste mesmo período, foram 346 demissões. O que gerou o saldo negativo de 59 postos. Maceió puxou as demissões nesta modalidade, com 235. Piranhas, no Sertão de Alagoas, foi uma exceção e registrou saldo positivo de 24 vagas de trabalho intermitente. Por lá, foram 35 admissões e 11 demissões.

As mulheres foram as mais afetadas com essas demissões de vagas de trabalho intermitente em Alagoas, com 44 postos fechados. Já entre os homens, foram fechados 15 postos. Os trabalhadores com ensino médio são os mais afetados, com 39 vagas a menos. A função que mais fechou vagas de trabalho intermitente em Alagoas nesse período foi assistente de vendas, com 57 vagas a menos.

No trabalho intermitente, os benefícios previdenciários estão garantidos somente quando o trabalhador recebe a partir de um salário mínimo no mês, mas não há opção de seguro-desemprego. Já as férias (proporcionais) e repouso semanal remunerado estão garantidos. Outro ponto que o diferencia do modelo convencional é a possibilidade de o trabalhador atuar em mais de uma empresa.

Nesse contexto, quando a modalidade foi criada, acreditava-se que conseguiria reduzir a informalidade. Isso porque o relaxamento do vínculo formalizaria aqueles que vivem de ‘bicos’ e reduziria custos para as empresas.

gazetaweb

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