Filha que tentou matar mãe envenenada com açaí é condenada a mais de 16 anos de prisão, em regime fechado

A ré Suzana Ferreira da Silva, acusada de tentar matar a própria mãe envenenada com açaí, foi condenada a 16 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. O júri popular ocorreu nesta terça-feira (25) no Fórum do Barro Duro, em Maceió. A pena, que inicialmente seria de 24 anos, foi reduzida em um terço porque ela confessou o crime. O crime ocorreu em 6 de abril de 2021, no bairro Jacintinho.

O pai da ré e esposo da vítima, revelou que a filha frequentemente oferecia açaí à mãe para ganhar sua confiança antes de envenená-la.

De acordo com o relato do pai, a motivação para o crime surgiu após a vítima começar a suspeitar das mortes dos netos, ocorridas entre 2016 e 2021. A menina Kyara Kethelen, de 1 ano, faleceu em 2016 em circunstâncias suspeitas, assim como o irmão Ícaro Kaique, de 3 anos, que morreu em 2021.

Ele afirmou que a esposa, na casa da sogra, chegou a dizer que denunciaria ela à polícia caso confirmasse que ela era responsável pelas mortes das crianças. Pouco depois, uma discussão intensa entre mãe e filha teria culminado na tentativa de homicídio.

Durante o depoimento, o pai revelou ainda que, após envenenar a mãe, a filha ligou para ele para informar que ela estava passando mal e que havia sofrido uma parada cardíaca. Apesar dos esforços médicos, a vítima não se recuperou e permanece em estado vegetativo, sem possibilidade de retomar sua rotina.

Crime premeditado

O Ministério Público sustenta a acusação de tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e uso de veneno. O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas reforçou que o crime foi premeditado, desmentindo a alegação da defesa de que a ação de Suzana teria sido impulsiva.

Segundo ele, Suzana não possui problemas mentais, mas sofre de “analgesia moral”, e estava plenamente ciente das consequências de seus atos. A acusada tentou minimizar sua relação com a mãe, alegando que nunca foi amada, algo contestado pelos familiares, que confirmaram o apoio contínuo da mãe. O laudo médico da vítima indicou intoxicação por inseticidas, corroborando a tese de tentativa de homicídio.

O promotor enfatizou que qualquer pena leve seria insuficiente diante da gravidade dos crimes e alertou que, caso o júri não a condenasse, estaria implicitamente validando a ação da ré, como se “fizesse muito bem”.

Ele também refutou a alegação de que Suzana teria apenas tentado “dar um susto” na mãe e fez referência ao julgamento futuro da morte dos filhos da acusada, dizendo: “Nos veremos em breve no julgamento da morte dos seus filhos”.

Fonte cadaminuto  foto crédito Ascom MP/AL

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