Pesquisa Quaest: desconfiança no STF sobe dez pontos em meio a crise na Corte
Levantamento divulgado nesta segunda-feira mostra que 56% dizem não confiar no Supremo, contra 9% que 'confiam muito'

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira aponta que a desconfiança do eleitorado em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) subiu dez pontos, desde o mês passado, em meio ao embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo o levantamento, contratado pelo GLOBO e pela TV Globo, 56% afirmam “não confiar”, enquanto 9% dizem “confiar muito” na Corte. Outros 30% responderam “confiar pouco”.
Em agosto, segundo o levantamento, 46% afirmavam não confiar no STF, contra 18% que confiavam muito. Na ocasião, 33% afirmavam “confiar pouco”. A margem de erro geral da pesquisa é de dois pontos.
A pesquisa mostra que a desconfiança na Corte variou para cima em quase todos os estratos do eleitorado, mas com nuances em relação aos posicionamentos políticos. No grupo dos entrevistados que se identificou como “lulista”, 30% afirmam não confiar no Supremo, contra um percentual de 27% que diziam o mesmo em agosto.
Entre os lulistas, a principal variação foi no índice dos que dizem “confiar muito” na Corte: eram 41% em agosto, e agora são 23%.
Já entre os eleitores que se definem como “bolsonaristas”, o índice de desconfiança no Supremo tem caído desde o início do ano, embora permaneça entre os mais elevados. Neste mês, 69% afirmaram “não confiar” na Corte, ante 73% em agosto. O percentual de desconfiança chegou a ser de 83% em março.
No grupo dos entrevistados que se define como “independente”, a variação na desconfiança em relação ao STF seguiu a tendência geral do eleitorado: agora, 65% dizem não confiar na Corte, ante 50% que respondiam o mesmo em agosto.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro, em municípios de todo o país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026.
Matéria em atualização
Fonte o globo foto enciclopédia



