Suas posições polêmicas, muitas delas reconhecidamente inconstitucionais apesar da omissão de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil, têm surpreendido a comunidade jurídica.
Está se tornando irreversível um posicionamento contra o ministro, como explica o jornalista Wilson Lima:
“Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a atuar, desde terça-feira junto a integrantes do Congresso Nacional e ao próprio Tribunal para tentar livrar o ministro Alexandre de Moraes de uma eventual investigação por supostas relações do magistrado com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Após a revelação das mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, ministros como Gilmar Mendes, decano do Tribunal, Cristiano Zanin e Flávio Dino passaram a atuar em defesa do colega. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também é citado nas trocas de mensagens, também passou a atuar de forma decisiva para proteger Moraes.
Os ministros dessa ala apostam no isolamento de Mendonça junto ao Tribunal para conseguir anular o pedido feito por ele, a partir da premissa de que há indícios de que a Polícia Federal (PF) avançou no processo investigatório contra Moraes sem a anuência da Corte. Assim que o caso for levado a plenário, O Antagonista apurou é que essa deve ser levantada por Gilmar Mendes, decano da Corte. Moraes, ao menos por enquanto, não pretende se manifestar sobre o caso concreto.
Essa ala do STF, conforme apurou este portal, defende que se for instaurada uma investigação contra Moraes, o Supremo vai legitimar um artifício que já foi condenado pela própria Corte durante a operação Lava Jato. O caso Moraes, na visão desses ministros, seria semelhante à quebra de sigilo entre o presidente Lula e a Dilma Rousseff quando a então presidente diz que enviaria um termo de posse ao então investigado Lula.
Há uma pressão contra Edson Fachin, presidente da Corte, para que o caso seja pautado apenas depois do processo eleitoral. Assim, o assunto ‘esfriaria’ e o STF não tomaria nenhuma decisão açodada, conforme alguns integrantes da Corte.
O decano do STF, Gilmar Mendes, conversou com o presidente Lula e deu a dimensão da crise. Ele criticou interferências da Polícia Federal e pediu providências por parte do Poder Executivo.
Fonte TNH1 C/ Coluna Contextualizando p/ Flávio Gomes Barros
