QUEM GANHA ELEIÇÃO: A VERDADE OU A MENTIRA?

Em que devemos acreditar?
A desinformação tornou-se uma das armas mais perigosas da política. Informações falsas, números sem comprovação, vídeos fora de contexto e acusações sem provas são usados não apenas para atacar adversários, mas também para tentar influenciar a percepção e o voto do eleitor.
Houve um tempo em que a mentira precisava enfrentar os fatos. Hoje, com a velocidade das redes sociais, muitas vezes a repetição chega antes da verdade.
É nesse contexto que se tornou conhecida a frase atribuída a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do regime nazista, segundo a qual uma mentira repetida muitas vezes acabaria sendo aceita como verdade. A autoria literal da frase é controversa, mas o princípio que ela representa continua atual: repetir uma mentira não a transforma em verdade, mas pode fazê-la parecer verdadeira.
Como profissional da publicidade, sei que propaganda existe para convencer. Uma campanha deve apresentar realizações, propostas e razões para conquistar o voto. Pode emocionar, comparar e criticar. Mas existe uma fronteira que não deveria ser ultrapassada: uma coisa é construir uma narrativa baseada em fatos; outra é fabricar fatos para sustentar uma narrativa.
Democracia precisa do confronto de ideias, da crítica e da oposição. O que ela não pode aceitar como normal é a mentira transformada em estratégia eleitoral.
Por isso, diante de uma acusação, de um vídeo ou de uma informação espalhada nas redes, o eleitor precisa perguntar: Quem disse? Qual é a fonte? Onde estão as provas? Existem fatos que comprovem isso?
Eleição deveria ser uma disputa de propostas, trajetórias e resultados — e não uma competição para descobrir quem consegue contar a mentira mais convincente.
Então, quem ganha a eleição: a verdade ou a mentira?
A resposta também está nas mãos de cada eleitor. Quanto mais cobrarmos fatos e provas antes de acreditar ou compartilhar, menos espaço haverá para quem aposta na desinformação.
Uma mentira pode ser repetida mil vezes. Mas mil repetições não mudam um fato.
Fonte cadaminuto C/ Darlan Magalhães



