Renan Calheiros age como advogado de Daniel Vorcaro, denuncia Drª Eudócia no Senado

A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) subiu à tribuna do Senado Federal nesta terça-feira, 27 de maio, para fazer uma denúncia contundente contra o senador Renan Calheiros. Segundo a parlamentar, Renan estaria utilizando a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para defender os interesses do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Durante o discurso, Dra. Eudócia criticou a proposta de utilização do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir prejuízos de fundos ligados ao Banco Master, afirmando que a conta não pode ser transferida para a população brasileira.

“Renan Calheiros está se comportando como advogado de Daniel Vorcaro. Quem deve pagar essa conta é o próprio Vorcaro, não o povo brasileiro”, declarou.

A senadora relembrou ainda que, em 2004, o Banco BMG recebeu autorização do INSS em tempo recorde para operar crédito consignado, episódio posteriormente apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como favorecimento indevido. Segundo ela, o Banco Master repetiu o mesmo roteiro em 2022, ao conseguir alterar normas do INSS em apenas 16 dias e ampliar rapidamente sua carteira de clientes.

Dra. Eudócia destacou também que os donos do Banco Master e do BMG são sócios em negócios privados e questionou a proximidade entre Renan Calheiros e Daniel Vorcaro. O próprio senador, segundo ela, admitiu ter falado com o banqueiro três vezes em um momento em que ninguém mais conseguia acesso a ele.

“De onde vem tanta intimidade? Existe uma relação oculta por trás dessa articulação?”, questionou.

A parlamentar informou ainda que protocolou notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR), Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal (STF) e Ministério Público Federal (MPF), solicitando o desarquivamento das investigações relacionadas ao caso BMG-INSS e a inclusão de Renan Calheiros nas apurações em andamento.

Dra. Eudócia também defendeu a criação da CPMI BMG-Master para aprofundar as investigações.

“A CAE não é CPI. O Senado não pode ser usado como palco político para interesses pessoais”, afirmou.

Por redação C/ assessoria

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