CPI rejeita relatório que pedia indiciamento de ministros do STF

Relator pediu o indiciamento de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet

A CPI do Crime Organizado rejeitou nesta terça-feira (14/4) o relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O documento pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR). O parecer foi rejeitado por 6 votos a 4.

A sessão chegou a ser suspensa por pouco mais de 5 minutos porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), havia aberto a ordem do dia na Casa Alta. As votações no plenário passam a ter prioridade sobre os trabalhos das comissões, incluindo CPIs, o que interrompe temporariamente a análise. Os trabalhos, no entanto, foram retomados em seguida.

análise. Os trabalhos, no entanto, foram retomados em seguida.

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Vieira atribuiu, em seu relatório, a prática de crimes de responsabilidade aos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo GonetNão houve pedido de indiciamento além desses quatro.

 

Antes do início da sessão, houve mudanças na composição do colegiado, o que foi visto pela oposição como uma manobra para enterrar o relatório. Veja as trocas:

  • Entrou Soraya Thronicke (PSB-MS), saiu Jorge Kajuru (PSB-GO), que ficou na suplência;
  • Entrou Beto Faro (PT-PA), saiu Sergio Moro (PL-PR), que deixa de compor a comissão; e
  • Entrou Teresa Leitão (PT-PE), saiu Marcos do Val (Avante-ES), que deixa de compor a comissão.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) também deixou de compor a CPI. Ele havia sido tornado suplente para viabilizar a entrada de Thronicke e, depois, Camilo Santana (PT-CE) foi alçado a suplente no lugar.

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