ASA e CRB escrevem capítulo final do Campeonato Alagoano: tudo sobre a decisão

Por Gabriel Amorim

Quando Davi de Oliveira Lacerda apitar pela última vez neste sábado (7), Alagoas conhecerá o grande campeão estadual de 2026. Em campo, ASA e CRB medem forças pelo quinto ano consecutivo em busca do título, mas com ingredientes diferentes das últimas temporadas.

Desta vez, o Alvinegro terá que subir uma montanha para reverter a desvantagem de 3 a 0 sofrida no primeiro jogo, no Rei Pelé. Em nenhuma das outras quatro finais o prejuízo após a partida de ida foi tão grande:

  • 2025: ASA 2 x 2 CRB
  • 2024: ASA 0 x 1 CRB
  • 2023: ASA 0 x 2 CRB
  • 2022: ASA 2 x 1 CRB

Caso consiga a remontada, o ASA quebrará a sequência de quatro vice-campeonatos seguidos. Em todas essas decisões, o CRB levou a melhor e agora busca o pentacampeonato inédito.

A bola rola às 16h (de Brasília), no Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca. A TV Pajuçara transmite a partida com exclusividade na TV aberta. O TNH1 e a Pajuçara FM também acompanham a decisão em tempo real.

CRB: a busca pelo penta inédito

A campanha do CRB no Alagoano teve dois momentos distintos. Abaixo do esperado na primeira fase, o Regatas terminou apenas na terceira colocação, a quatro pontos de ASA e CSA. O desempenho gerou uma pequena crise interna, principalmente após as derrotas para o Alvinegro e o Coruripe nas duas últimas rodadas.

O Alagoano do CRB teve dois momentos distintos. Abaixo do esperado na primeira fase, o Regatas terminou apenas na terceira colocação, a quatro pontos de ASA e CSA. O desempenho gerou uma pequena crise interna, principalmente após as derrotas para o Alvinegro e o Coruripe nas duas últimas rodadas.

A diretoria abriu uma pequena janela de reforços, com nomes como o zagueiro Bressan e o lateral-esquerdo Lucas Lovat, enquanto a cobrança sobre o elenco aumentava.

Mas, quando o campeonato entrou na fase decisiva, o cenário mudou. Nas semifinais, o adversário foi o CSA. E se havia expectativa por confrontos equilibrados, como no empate por 1 a 1 na primeira fase, o que se viu em campo foi diferente.

O placar agregado diz muito sobre os jogos: 4 a 0 para o CRB. Dentro de campo, ficou evidente a diferença entre uma equipe que disputa a Série B e outra recém-rebaixada para a Série D.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

No primeiro jogo da final, o domínio continuou. No Rei Pelé, diferente do que aconteceu na fase inicial, quando o ASA venceu por 3 a 0, o CRB devolveu a goleada, com destaque para Mikael, artilheiro do Alagoano com sete gols, ao lado de Alex Bruno.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

ASA: a tentativa de remontada

Do lado alvinegro, o cenário foi o oposto. Na primeira fase, tudo parecia sob controle: líder invicto, melhor ataque da competição e com Alex Bruno vivendo grande momento.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

Nas semifinais, o adversário foi o Murici. No jogo de ida, no José Gomes da Costa, as equipes criaram pouco e empataram sem gols. Na volta, no Coaracy da Mata Fonseca, o ASA mostrou sua força e venceu por 3 a 0 e garantiu a vaga em mais uma final.

Por isso, esperava-se um confronto equilibrado contra o CRB na decisão. No entanto, nos primeiros 90 minutos da final, o ASA, escalado pela primeira vez no ano com três zagueiros, pouco produziu ofensivamente e acabou dominado pelo rival, que venceu por 3 a 0.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

A derrota e a forma como ela ocorreu provocaram mudanças. O técnico Dico Woolley foi demitido. Para o lugar dele, o ASA trouxe um velho conhecido do futebol alagoano. Ou melhor, não tão novo. O escolhido foi Itamar Schülle, que estava no CSA até o último domingo (1º).

Desde então, o treinador trabalha para tentar reverter a desvantagem na final. Em coletiva, ele destacou que encara o jogo como uma nova oportunidade de conquistar o título.

Agora Deus me dá uma nova oportunidade de ser campeão alagoano em apenas um jogo. Num dia não havia essa possibilidade, e no outro ela aparece.

A arbitragem

Davi de Oliveira Lacerda (CBF/ES) foi designado para apitar a decisão no Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca. Na Série A deste ano, ele já comandou partidas como Fluminense 2 x 1 Grêmio, Internacional 1 x 3 Palmeiras e Cruzeiro 1 x 1 Corinthians.

Os assistentes serão Alessandro Álvaro (MASTER-BA) e Thiago Henrique Neto (MASTER-RJ). O VAR ficará sob responsabilidade de Daniel Nobre Bins (FIFA-RS).

Fonte TNH1
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