Vozes que atravessam o Atlântico e fortalecem pontes culturais

A música sempre foi uma das mais belas formas de unir histórias, povos e identidades. Em Penedo, cidade marcada por séculos de memória e tradição às margens do Rio São Francisco, o Imperial Coro do Penedo segue escrevendo novos capítulos dessa trajetória cultural — agora com o olhar voltado para além do oceano.

Instituição de Utilidade Pública Municipal e referência na formação e difusão da música coral em Alagoas, o Imperial Coro do Penedo prepara-se para um novo desafio: participar da extensão internacional do Festival de Música de Penedo (FEMUPE) em Portugal, prevista para 2026. A iniciativa nasce da profunda ligação histórica entre Penedo e o território português, reforçando a herança luso-brasileira que inspira a arte, a arquitetura e as expressões culturais da cidade.

Organizado pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em parceria com o Centro Musical de Penedo (CEMUPE), o FEMUPE tem se consolidado como um dos principais espaços de intercâmbio artístico e acadêmico, promovendo encontros musicais que ultrapassam fronteiras. Ao longo dos anos, o festival já levou a música alagoana para importantes cidades europeias, como Lisboa e Vouzela, em Portugal, e Bordeaux, na França, criando oportunidades únicas de diálogo entre tradição, turismo cultural e identidade histórica.

 

À frente do Imperial Coro do Penedo está a maestra Patrícia de Oliveira Albuquerque, graduada em música pela UFAL e responsável por conduzir o grupo em experiências nacionais e internacionais marcantes. Sua trajetória inclui ações de circulação artística em Cabo Verde, na África, onde apresentou coristas alagoanos em projetos de intercâmbio cultural. Essa vivência reforça a capacidade do coro de dialogar com diferentes culturas e traduzir, por meio da música, a riqueza da diversidade brasileira.

Com mais de duas décadas de atuação contínua, o Imperial Coro do Penedo construiu uma identidade própria, valorizando repertórios que passeiam entre o erudito, o popular e o sacro. Em cada apresentação, o grupo leva consigo obras de compositores penedenses, alagoanos, nordestinos e brasileiros, reafirmando o compromisso com a preservação da memória musical e a formação artística de novas gerações.

A proposta de participação no FEMUPE Europa 2026 representa um passo natural dentro desse caminho de crescimento e internacionalização. A ideia é fortalecer pontes culturais entre Brasil e Portugal por meio de concertos, apresentações artísticas, oficinas e encontros musicais que ampliem o intercâmbio de saberes entre artistas e instituições dos dois países. Mais do que uma viagem, trata-se de uma ação de diplomacia cultural, capaz de projetar a música brasileira em novos palcos e fortalecer vínculos históricos que atravessam séculos.

O espírito dessa conexão já foi celebrado na edição de 2025 do FEMUPE, quando o evento “Portugal em Cena” levou ao público penedense uma programação especial em homenagem aos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Portugal. O Fado, símbolo da música portuguesa, ecoou pelas ruas históricas da cidade, reunindo artistas, autoridades diplomáticas e amantes da cultura em uma experiência que reafirmou o poder transformador da arte.

 

Hoje, o FEMUPE mantém um intercâmbio ativo, promovendo a circulação de músicos entre Europa e Brasil e contribuindo para o fortalecimento do turismo cultural e musical de Penedo. A participação do Imperial Coro do Penedo em Portugal, em 2026, insere-se nesse movimento maior de valorização da memória luso-brasileira e de projeção internacional da produção artística local.

Mais do que representar uma instituição, essa jornada simboliza a força coletiva de uma cidade que canta sua história e transforma tradição em futuro. Cada voz do coro carrega consigo o som das ruas de Penedo, o eco das igrejas centenárias e a esperança de que a música continue sendo uma ponte viva entre povos, culturas e gerações.

O Imperial Coro do Penedo segue aberto ao diálogo, às parcerias e às novas possibilidades que surgem quando a arte encontra propósito. Porque quando a música atravessa o mar, ela leva consigo muito mais do que melodias — leva identidade, memória e a certeza de que a cultura é capaz de aproximar mundos.

Por assessoria

 

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