Estamos falando de crimes ambientais”, afirma deputado Leonam sobre línguas sujas em Maceió

Parlamentar informou por meio de um vídeo que cobrou esclarecimentos à BRK sobre situação

O deputado estadual Leonam Pinheiro (União Brasil) informou por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, nesta sexta-feira (16), que levou uma notificação à sede da BRK Ambiental com o intuito de cobrar esclarecimentos à empresa sobre as línguas sujas identificadas na orla de Maceió.

Segundo o parlamentar, a situação do despejo irregular de esgoto no mar da Ponta Verde vem se arrastando há décadas.

“Nossas belezas naturais, nossas praias, que são motivo de orgulho para todos os alagoanos, infelizmente, estão sendo sujas por criminosos. Estamos falando de crimes ambientais”, disse o deputado, que também é delegado e presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

Leonam também disse no vídeo que tem cobrado providências à Prefeitura de Maceió e aos demais órgãos envolvidos no caso.

“Estamos cobrando providências para que todos sejam multados e esses problemas cessem de uma vez por todas. Nós estamos falando de um crime ambiental grave e nós não podemos tolerar isso de forma alguma”, enfatizou.

A reportagem entrou em contato com a BRK e aguarda um posicionamento.

Línguas sujas foram identificadas no mar de Ponta Verde

Multa do IMA

Também nesta sexta-feira (16), o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL) multou a BRK em R$ 100 mil após identificar indícios despejo irregular de esgoto no mar da Ponta Verde, uma área bastante frequentada por moradores e turistas.

A empresa é responsável pelos serviços de saneamento, além da adoção das providências administrativas.

As equipes do IMA realizaram as análises laboratoriais das coletas no dia 9 deste mês e verificaram que o despejo vem acontecendo em uma galeria localizada em paralelo à Avenida Sandoval Arroxelas.

Foram identificados materiais afluentes, como espuma, graxa, resíduos de sabão e lixo visível boiando na água.

Também foram constatados níveis elevados de sulfeto total, substância produzida na decomposição da matéria orgânica, que libera gás tóxico de odor desagradável e é prejudicial à vida aquática. Em altas concentrações, pode representar riscos à saúde humana. Os resultados indicaram níveis quase quatro vezes acima do permitido.

Fonte Jornal de Alagoas

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