Alagoanos “escravizados” são resgatados no Espírito Santo

A superintendência regional do Trabalho em Alagoas informou que a Polícia Militar do Espírito Santo resgatou o grupo de trabalhadores alagoanos que se encontrava em situação de risco em uma fazenda no interior do estado.

“Estamos, neste momento, coordenando os esforços para garantir a segurança e o bem-estar dessas pessoas”, diz o texto enviado pela superintendência, que informa ainda que mantém contato com a secretaria de assistência social do Espírito Santo para organizar o transporte e trazer os trabalhadores de volta a Alagoas.

“Inclusive, o órgão já entrou em contato conosco para assegurar que todos cheguem em segurança”, completa o órgão.

Nesta terça-feira (14), um vídeo que circulou nas redes sociais, mostra uma mulher como porta-voz de um grupo de trabalhadores alagoanos do município de Penedo que foram contratados para trabalhar em uma fazenda de café no município Brejetuba (ES), mas que sem safra disponível não puderam trabalhar e acumularam dívida impostas pelas condições para viver no local, sendo, inclusive ameaçados, caso deixassem o trabalho.

“A gente passou oito dias dormindo no chão, nem cama a gente tinha. Hoje fazem 14 dias que estamos aqui, fome não estamos passando, mas a situação é horrível. A cada dia que passa a dívida está aumentando, somos ameaçados quando falamos em voltar. Muitos dos meninos estão com medo de represália por conta da denúncia, mas conversamos e decidimos juntos que é a única forma de sairmos daqui”.

O relato é da alagoana Wagna Silva, de 43 anos, que trabalha como cozinheira em uma fazenda no município de Brejetuba, no interior do Espírito Santo. Ela integra um grupo de 12 alagoanos, da cidade de Penedo, que viajou de forma clandestina a convite, segundo ela, de um desconhecido em busca de emprego e renda fora do estado.

Por Vinícius Rocha

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