Médico suspeito de abusar sexualmente de paciente pode ter registro profissional cassado, afirma Cremal

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Alagoas (Cremal) informou nesta quarta-feira, 15, que recebeu a denúncia de abuso sexual cometida por um médico contra um paciente, na UPA de Jaraguá, em Maceió, neste final de semana.

A assessoria de Comunicação do Conselho informou ainda que deve iniciar o procedimento de sindicância para investigar a denúncia, que pode se concretizar em uma advertência confidencial, até a cassação do registro de médico, caso seja comprovado o delito.

No entanto o Cremal ressaltou que “as investigações ocorrem sob sigilo, até a sua conclusão”.

PC

A Polícia Civil instaurou nesta terça-feira (14), um inquérito policial para investigar a denúncia. O chefe de operações do 2ºDP, Luciano Pereira, informou que a vítima registrou a ocorrência e prestou depoimento oficialmente na segunda-feira (13).

“Os procedimentos legais estão sendo realizados. Iremos ouvir o denunciado e todos que estavam na equipe de plantão no dia do fato”, disse o chefe do 2ºDP.

UPA

A Direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jaraguá, em Maceió, esclareceu que ao tomar conhecimento, pela Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), sobre a prisão em flagrante do médico suspeito de abuso sexual, afastou-o de imediato de suas funções e o demitiu-o por justa causa.

A Unidade salientou que não compactua com a prática de nenhum tipo de violência em suas dependências, seja ela de qualquer ordem, e que está pronta para colaborar com as investigações junto à PC/AL.

O caso

Um jovem de 20 anos registrou Boletim de Ocorrência, nesta segunda-feira (13), contra um médico por abuso sexual durante uma consulta médica na Unidade de Pronto Atendimento do bairro do Jaraguá. Segundo informações da Polícia Civil, o caso aconteceu na noite do último sábado (11).

A vítima procurou atendimento médico após suspeitar que estivesse com herpes. Segundo ele, durante a consulta, o médico teria afirmado que ele precisaria realizar um exame de toque retal. No entanto, ao realizar o exame, o profissional de saúde o segurou pelos quadris e o penetrou. Ainda segundo o homem, ao perceber que não se tratava de um exame retal, ele se virou e percebeu que o médico estava com o órgão genital para fora da calça e que, ao ser questionado, o médico teria dito que “entendeu que ele queria o ato”.

DP C/ cadaminuto

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