Deputado acusa governo de falta de repasse a unidades de saúde em AL

O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) denunciou, na manhã desta quarta-feira (24), falta de repasse financeiro do Governo do Estado a unidades de saúde conveniadas e de pagamento a fornecedores e pessoal terceirizado.

Ele fez a cobrança durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) enquanto respondia ao colega de Parlamento Ronaldo Medeiros (PT), que criticou a atuação do Governo Federal no Nordeste.

Segundo o deputado, o Poder Executivo Estadual está em dívida com hospitais, clínicas e maternidades. Apesar de fazer a acusação, em plenário ele não citou quantas nem quais unidades estariam sem o repasse. Também estaria sendo aplicado calote nos fornecedores e nos salários dos prestadores de serviços.

Para a Gazeta, Bebeto revelou que, pelo menos, dois hospitais não receberam a parcela mensal da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), mas não revelou quais seriam, sob a alegação de que faria um levantamento.

Assim que fez a denúncia, o deputado Dudu Ronalsa (MDB) pediu ao colega a lista das unidades, rebatendo, preliminarmente, que fez contato com a Sesau e foi informado de que não há débito nos repasses mensais da pasta. Bebeto prometeu apresentar a relação.

“É impressionante a desqualificação do serviço de saúde do Estado ao alagoano, que sofre sem assistência”, disparou o parlamentar do PL.

Mais uma vez, Medeiros e ele protagonizaram uma dobradinha de narrativas em defesa do lulismo e do bolsonarismo. O petista criticou o atual presidente da República pela suspensão dos recursos para carros-pipa no Nordeste, a falta de dinheiro para a confecção de passaportes pela Polícia Federal (PF) e para a compra do estoque de medicamentos da farmácia popular.

“É o fim de um governo medíocre, melancólico, que vive de fake news. Um governo que só fez mal ao país, mas que, felizmente, sobretudo pela ajuda dos nordestinos, está encerrando essa fase de lixo”, afirmou Medeiros.

Ele ainda classificou a ação do Partido Liberal em que pedia à Justiça Eleitoral a anulação da maioria dos votos no segundo turno como um atentado à democracia, chamando o presidente da legenda nacional, Valdemar Costa Neto, de ‘subserviente e sem espírito democrático’.

No revide, Bebeto disse lamentar a postura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, segundo ele, ‘tenta calar quem, de forma democrática e técnica, questiona situações que claramente aconteceram’.

Para o deputado, há, sim, indícios de erros na apuração dos votos, e a fiscalização do resultado está prevista em resolução do próprio TSE, publicada em dezembro de 2021, no artigo 51, que faculta a entidades solicitar a verificação extraordinária da totalização desde que indícios sejam apresentados.

“Uma auditoria foi feita e que demonstrou inconsistências, mas uma pequenina parte do Judiciário não aceita e aplicou uma multa esdrúxula, com um valor que remete a uma brincadeira e um deboche com a democracia e boa parte da população, que está dividida. Estamos em uma situação que cada Poder deveria ser colocado em seu devido lugar”, avaliou.

gazetaweb

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