Siga o dinheiro: quem pagou a pesquisa da sua cidade?

Esta é a primeira pergunta que devemos nos fazer quando uma pesquisa – ou “pesquisa”- é divulgada.
Se foi um partido, um empresário, uma empresa de comunicação ou, simplesmente, se foi um ato de generosidade, de doação, da própria empresa que fez a “medição” – eis o que precisamos saber.
No último caso – a mão que paga é a que dá -, a chance de nós sermos enganados, se acreditamos nos números, é grande. Claro que existe um apetite enorme do eleitor por pesquisas, querendo antecipar o resultado das urnas, o que o torna uma presa fácil.
Aqui em Alagoas – em Maceió -, o Ibope e o Paraná Pesquisas são contratados por empresas de comunicação (seria bom que o Datafolha trabalhasse aqui também).
Já os resultados divulgados por outras empresas, na capital e no interior, não têm o nome do pagador. Seriam pesquisas autofinanciadas, o que gera desconfianças justificadas.
Vale aqui a máxima de qualquer investigação: siga o dinheiro.
O tema entrou no radar do Tribunal Superior Eleitoral, que registrou este ano um aumento de 278% nas pesquisas pagas com recursos próprios das empresas que fizeram o trabalho, em comparação com 2016.
A turma não brinca.
É claro que a questão em breve deve entrar nos eixos, mas enquanto isso não acontece, eles vão praticando o impraticável.
Cabe ao eleitor não deixar que lhe tratem como otário.
TNH1



