Corpo encontrado no Pontal da Barra é de líder comunitário desaparecido, confirma IML

O Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML de Maceió) identificou na tarde deste domingo (05), o corpo encontrado ontem (5), às margens da Lagoa Mundaú, no Pontal da Barra, em Maceió. Segundo o órgão, o corpo é do líder comunitário e estudante de direito Sinézio Ferreira da Silva Junior, de 33 anos de idade.

De acordo com a perita odontolegista Claudia de Melo Ferreira, o cadáver foi identificado através do exame odontolegal. A arcada dentária do corpo encontrado foi analisada e comparada com uma radiografia panorâmica da arcada dentária da vítima desaparecida, fornecida pela família, que permitiu a realização do exame e a confirmação da identidade oficial.

O exame cadavérico realizado no corpo confirmou que Sinézio Ferreira foi morto com um único disparo de arma de fogo na região da cabeça. De acordo com a necropsia, o projetil entrou na região de trás do crânio e transfixou saindo na face.

O IML confirmou que o resultado dos exames foi repassada para a Deic que investiga o caso. A família do estudante e líder comunitário também já foi avisada da identificação e da conclusão do exames para fazer a retirada do corpo e realizar o sepultamento do cadáver.

O caso

No dia 15 de fevereiro, Sinézio saiu de casa, usando uma motocicleta, para encontrar para encontrar um amigo no Parque dos Caetés, no bairro Benedito Bentes e pegar um chip de celular. Desde então, ele não foi mais localizado.

Buscas feitas, no dia seguinte, pela polícia e pelos Bombeiros  em uma área de mata do Benedito Bentes, após uma informação de que o corpo do jovem

poderia estar no local, mas nada foi encontrado.

Segundo as investigações, testemunhas relataram que Sinezio teria sido levado  em um carro por quatro pessoas que usavam fardamento da polícia. O caso é tratado como suspeita de sequestro e foi encaminhado para a Seção Antissequestro, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).

A moto usada pela vítima foi encontrada, após denúncia anônima, em um rio, na última sexta-feira (3). A polícia suspeita ainda que o desaparecimento de Sinézio tem relação com a atuação de uma facção criminosa responsável por homicídios e pelo tráfico de drogas.

DP C/  Assessoria

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