“Cidadão de bem não vende seu voto”

O exercício do voto não é somente um dever legal, mas sobretudo um direito muito caro ao regime democrático. E por que é caro? Porque a escolha que cada um faz no momento do voto acabará atingindo a todos durante todo o tempo do mandato daquele que foi escolhido e até além desse tempo, mediante as decisões e as votações do eleito, quer no comando do Poder Executivo (como Presidente da República ou Governador), quer na atividade de editar leis (no Congresso Nacional, caso dos Senadores e Deputados Federais, ou na Assembleia Legislativa, na hipótese dos Deputados Estaduais). As decisões dos Poderes Executivo e Legislativo afetam a vida de todos, daí o alerta para que nós, eleitores, procuremos nos informar muito bem sobre a vida pública anterior dos candidatos, e também de sua vida pessoal, de forma a possibilitar uma análise crítica e muito criteriosa sobre a pessoa que iremos colocar para decidir vários aspectos de nossas próprias vidas em futuro muito próximo, inclusive no que diz respeito a aspectos da vida de nossos filhos também.
Se a pessoa que vamos eleger não demonstrou vida ilibada (sem manchas), uma vida honesta até agora, não será de hoje para amanhã que vai fazê-lo. E se age de forma ilegal já agora ao pedir voto, imagine o que não fará depois que estiver no poder, com recursos financeiros oriundos dos impostos que pagamos!
E mais, não basta o ato cívico e supostamente responsável apenas no dia da votação. O eleitor não pode ser ingênuo em pensar que, tendo se esforçado por conhecer a vida pregressa do candidato e votado em candidato ficha limpa, já terá encerrado sua participação ativa no exercício da cidadania, porque a exigência de honestidade se faz necessária a cada dia do mandato público, o que exige o engajamento de cada um de nós na cobrança e fiscalização do exercício do mandato, para que esta atividade se dê de forma limpa e honrada. Se for de outro jeito, ainda veremos muitos e muitos ternos e malas estufadas de dinheiro público.
Neste momento de campanha eleitoral é muito importante que cada eleitor pesquise a vida daqueles que por venturas venham ser os nossos futuros representantes nas assembleias legislativas, no congresso e no governo federal.
Voto consciente é aquele exercido com prévia e profunda reflexão, O eleitor deve optar por aquele candidato que tenha preparo técnico e compromisso moral para administrar a coisa pública, no sentido de ser habilitado para ser um homem ou uma mulher de espírito público, com histórico de integridade moral, sem o menor deslize.
A coisa pública é coisa séria. Não pode mais ser tratada com leviandade, com irresponsabilidade, como infelizmente tem ocorrido por décadas, em todas as esferas (municipal, estadual e federal).
O Brasil não suporta mais tanto descaso, incompetência, desvio, roubo. Para quem ainda não percebeu, o Brasil literalmente entrou em falência. Basta assistir com um pouco de raciocínio crítico cada noticiário do dia a dia. São rios de dinheiro que se perdem na lama da corrupção, são centenas de obras não acabadas, de desvios, de superfaturamento etc.
E absolutamente todos os corruptos que estão presos ou que deveriam estar, fomos nós, eleitores, quem os elegeu!
Precisamos nos preocupar com nossas escolhas, sob pena de aniquilarmos ainda mais o futuro de nossos filhos, já tão comprometido por todas esses crimes praticados pelos eleitos de outrora.
É tempo de mudança de paradigma. Sejamos nós os promotores desta mudança no rumo de nossa própria história!
O pleito que se avizinha é oportuno, como todos os outros, para manter no poder quem está dando certo (se é que existe), mas principalmente para renovar os quadros da política, porque esse é o espírito do comando constitucional de voto periódico, que é, na verdade, cláusula pétrea da Constituição.
Não há democracia que sobreviva sempre com os mesmos mandatários. A alternância no poder é uma premissa básica da democracia.
Neste contexto, o voto é o mais eficiente instrumento que a democracia colocou à disposição do povo, e por isso é preciso saber usá-lo.
É preciso que o eleitor se conscientize de que tem em suas mãos um importante instrumento de mudança política e social: o voto.
O valor do voto é igual para todos, por isso o seu voto é muito importante e faz toda a diferença no cenário da escolha. O direito do cidadão ao voto livre, consciente e bem informado é um bem juridicamente tutelado.
Lembre-se : A compra de votos é uma conduta ilícita eleitoral punida com a cassação do registro ou do diploma do candidato e multa, de acordo com o artigo 41-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).
Por redação P/Autor: Gisele Nascimento*



