O governo Lula descarta buscar diálogo com a gestão Donald Trump no curto prazo para reverter a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A ordem inicial do Palácio do Planalto é para que o Itamaraty e outros ministérios examinem com lupa os efeitos da medida para o Brasil antes de tentar qualquer contato com integrantes da gestão Trump.
Inicialmente, a estratégia do governo Lula é analisar a repercussão de medidas semelhantes adotadas pelos americanos em outros países. O objetivo é examinar, sobretudo, os impactos financeiros.
Diplomatas ouvidos pela coluna lembram que, no México, por exemplo, três instituições financeiras foram sancionadas por suposto papel na lavagem de dinheiro para cartéis designados como terroristas pelos EUA.
As três instituições mexicanas ficaram proibidas de fazer transações com bancos norte-americanos. O governo Lula quer entender se a designação do PCC e do CV também terá impacto sobre instituições financeiras no Brasil.
“O nome do jogo é o interesse nacional. Isso significa proteger emprego e renda. Se houver sanções econômicas, esses pilares podem ser afetados”, afirmou um diplomata à coluna, pedindo reserva.
Governo Lula foi pego de surpresa
À coluna, um ministro do Planalto ponderou ainda que o governo Lula não teria motivo para buscar a gestão Trump agora, já que o Departamento de Estado americano anunciou a medida sem comunicar previamente o Brasil.
Esse auxiliar de Lula lembra que o presidente brasileiro esteve na Casa Branca no início de maio, quando entregou documentos propondo parcerias no combate ao crime organizado e acabou “ignorado”.
Nesse cenário, a reação do governo Lula se limitará, por ora, à nota oficial já emitida pelo Planalto e às declarações do presidente, que mirou suas críticas no senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O encontro de Lula e Trump no G7
Como noticiou a coluna, Lula e Trump poderão se encontrar pessoalmente nas próximas semanas durante a cúpula do G7, que acontecerá de 15 a 17 de junho no interior da França.
Apesar de os dois presidentes já terem confirmado presença na cúpula do bloco, não há, até o momento, qualquer previsão de reunião bilateral entre eles à margem do evento.
Fonte Metrópoles C/Igor Gadelha
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