A piora da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um fator central, segundo a leitura da Quaest: o peso do preço dos alimentos no cotidiano da população. A avaliação é que o desgaste do governo nasce menos de indicadores macroeconômicos e mais da experiência concreta de quem vai ao supermercado e sente que o dinheiro compra menos.
Ao comentar os dados da pesquisa, Felipe Nunes, CEO da Quaest, apontou justamente esse eixo como decisivo para entender a queda na percepção positiva sobre o governo. A lógica é direta. Quando a comida sobe de preço, o impacto é imediato, visível e politicamente mais forte do que estatísticas gerais da economia.
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https://x.com/profFelipeNunes/status/2044370616887787906
O bolso fala mais alto que o discurso oficial
Esse ponto ajuda a explicar por que a avaliação do governo pode piorar mesmo em cenários com sinais positivos em outras áreas. O eleitor não mede a economia apenas por emprego, PIB ou anúncios do Planalto. Ele mede, sobretudo, pelo custo de vida.
Na prática, o supermercado virou um termômetro político. Quando itens básicos pesam mais no orçamento, cresce a sensação de aperto. E essa percepção tende a ser transferida para a imagem do presidente.
Foi esse recorte que apareceu com força em análises já publicadas pela Revista Fórum, que mostrou o peso do preço dos alimentos na queda da aprovação de Lula, e também em outra leitura da mesma rodada da pesquisa, segundo a qual 81% queriam mudanças no governo até a eleição seguinte.
Alimentos têm peso maior na avaliação
O motivo é simples. A inflação dos alimentos tem impacto diário e atinge todas as faixas de renda, especialmente as famílias mais pobres. Diferentemente de outros indicadores, ela não depende de interpretação técnica. Ela aparece no preço da carne, do leite, do ovo, do café e dos produtos básicos da casa.
Dados oficiais do IBGE reforçam esse ambiente. Em março de 2026, o instituto informou que o grupo Alimentação e bebidas subiu 1,56% no IPCA do mês, com pressão importante da alimentação no domicílio, que avançou 1,94% segundo o órgão federal.
É por isso que a pesquisa Quaest identifica nesse ponto o fator decisivo para a piora da popularidade de Lula. Mais do que ruído político ou disputa de narrativa, o que pesa é a percepção disseminada de que viver ficou mais caro e de que o orçamento encolheu diante da alta dos alimentos.
Fonte MSN P/História de
