Análise: Crise entre Trump e papa Leão pode ter consequências duradouras

Após vencer eleição com apoio expressivo dos católicos, presidente dos EUA corre risco de perder suporte de grupos religiosos

Poucos grupos demográficos foram tão importantes para a vitória de Donald Trump na eleição presidencial de 2024 quanto os católicos.

Embora os católicos geralmente se dividam em uma proporção próxima de “50 a 50”, os dados mostram que Trump conquistou entre 55% e 59% deles — aparentemente a maior porcentagem para um candidato presidencial em décadas.

Porém, 17 meses depois, Trump está entrando em conflito com um papa novamente. Mas, desta vez, o impacto pode ser mais duradouro.

Ele venceu as eleições de 2016 após um breve desentendimento com o papa Francisco. Mas a nova crise com o papa Leão XIV é diferente.

O que aconteceu?

No final da noite de domingo (12), Trump atacou o papa Leão XIV devido às falas do pontífice contra a guerra com o Irã em uma longa publicação nas redes sociais, na qual:

  • Chamou o papa de “FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa”;
  • Alegou que Leão XIV só foi eleito papa “porque era americano, e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Donald J. Trump”;
  • Disse que Leão XIV deveria “se comportar como papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, não um político”;
  • Disse que o pontífice estava prejudicando a Igreja Católica.

Um integrante da Comissão de Liberdade Religiosa de Trumpo bispo Robert Barron, classificou a publicação como “totalmente inadequada e desrespeitosa” e disse que “o presidente deve um pedido de desculpas ao papa”.

Trump então elevou a situação a um nível totalmente novo ao postar uma imagem falsa, aparentemente gerada por inteligência artificial, na qual ele aparece como uma figura semelhante a Jesus Cristo curando uma pessoa doente.

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