Recebi com serenidade, mas com discordância, a informação que o ministro Alexandre de Moraes, de forma precipitada, atribuiu à CPMI do INSS a suspeita de vazamento de informações sigilosas. Trata-se de uma afirmação grave, que lança suspeitas sobre um colegiado do Congresso Nacional que tem atuado de forma responsável e absoluto respeito à lei.
A CPMI do INSS foi criada para investigar um esquema que atingiu diretamente aposentados e pensionistas. Não aceitaremos que se tente deslegitimar o trabalho de investigação conduzido pelo Parlamento.
O Parlamento possui prerrogativas constitucionais claras para investigar fatos graves que atingem a sociedade. Ao lançar suspeitas generalizadas sobre a atuação da comissão, cria-se um precedente preocupante de interferência no exercício de uma função típica do Poder Legislativo.
Reafirmo, como relator da CPMI, meu compromisso absoluto com a apuração dos fatos e com a verdade. O povo brasileiro espera respostas sobre o que ocorreu no INSS, e é exatamente isso que esta comissão está buscando entregar.
Não haverá intimidação, nem tentativa de desviar o foco das investigações. A CPMI seguirá firme no cumprimento de sua missão constitucional de investigar, esclarecer os fatos e apontar responsabilidades. O Brasil precisa da verdade, e ela virá à tona.
Por assessoria
