Cão Orelha: vídeo mostra jovem saindo de condomínio antes de agressões. Veja vídeo

Os horários de saída e chegada do adolescente correspondem ao período das agressões contra o cão Orelha e expõem contradição em depoimento

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) mostram o adolescente saindo e retornando para um condomínio no momento dos ataques ao cão OrelhaO período coincide com o horário das agressões que culminaram na morte do animal, aponta as investigações. Veja:

O registro também expõe uma contradição do jovem, que afirmou em depoimento à PCSC não ter saído do condomínio onde estava hospedado na Praia Brava, em Florianópolis. Aos investigadores ele afirmou que teria ficado na piscina do local no período das agressões.

A análise das filmagens, no entanto, mostram que, às 5h25, o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58, ele retornou para o condomínio com uma amiga. De acordo com a polícia, as agressões contra o cão Orelha teriam ocorrido por volta das 5h30.

Além das imagens, testemunhas e outras provas comprovaram que ele esteve fora do condomínio. As roupas que o adolescente utilizou também ajudaram a Polícia Civil nas investigações.

A corporação concluiu o inquérito nesta terça-feira (3/2). A PCSC pediu a internação do adolescente apontado como autor da morte de Orelha — medida equivalente à prisão no sistema socioeducativo — e indiciou três adultos por coação à testemunha.

Reprodução/Redes sociais
Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos às sanções do ECA

Caso Orelha

Orelha foi visto com vida pela última vez em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário, cuidado por moradores e comerciantes da Praia Brava, onde vivia há pelo menos 10 anos. Conhecido por posar para fotos com moradores e turistas, o animal circulava pelo bairro, acompanhava pescarias, frequentava festas e fazia parte da rotina local.

O cão foi encontrado por uma moradora agonizando embaixo de um carro. Ele apresentava lesões na cabeça e no olho esquerdo, além de estar desidratado e sem reflexos. Orelha chegou a receber tratamento com soroterapia, mas morreu pouco tempo depois.

Em 26 de janeiro, dois adolescentes e um adulto foram alvo de mandados de busca e apreensão. Na mesma data, um advogado e dois empresários foram indiciados por suspeita de coação de testemunha no curso do processo.

Já no dia 28, outros dois adolescentes tiveram os celulares apreendidos ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis, após o cumprimento de novos mandados de busca.

Fonte Metrópoles

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