
Para ele é necessário pensar a conjuntura no contexto geral. “O que ainda não foi feito”, avalia. A avaliação completa de Flávio Tele pode ser conferida na íntegra, no artigo abaixo:
“Há praticamente nove meses das eleições, o Partido dos Trabalhadores em Alagoas ainda não moveu uma palha sequer para montar uma chapa de deputado federal, dentro da Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PcdoB). A prioridade atual tem sido apenas a chapa de estadual, que tem como meta principal as reeleições de Ronaldo Medeiros, atual presidente estadual do PT, e Silvio Camelo, líder do PV.
Na articulação para recondução dos dois parlamentares estaduais, a Federação tem filiado inclusive nomes de candidatos bolsonaristas como Davi Maia, que já se manifestou como um político de “centro direita” e com a sustentação de que não vota em Lula para presidente. Essa é uma história inusitada para o PT, que acontece em meio ao silêncio de todas as tendências do partido.
A ausência de prioridade no PT estadual com a chapa de deputado federal acontece pela rivalidade interna no partido, onde Medeiros se coloca diante dos seus aliados como um adversário ferrenho de Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, histórico parlamentar da legenda. “Paulão já era”, disse Medeiros ainda na disputa das eleições internas das correntes partidárias, onde saiu vitorioso, graças a uma estrutura que o partido nem imaginava que existia.
Pelo rumo tomado, com a falta de movimentação e omissão das tendências petistas, Medeiros vai consolidando o “Paulão já era” sob o olhar de aprovação do senador Renan Calheiros, que é seu padrinho político. O PT, em consequência, deve perder sua vaga na Câmara Federal, fragilizando a legenda no plano estadual e gerando mais complicações para uma possível reeleição de Lula, que terá menos um parlamentar de luta em sua bancada no Congresso Nacional.
O deputado federal Paulão é o único parlamentar alagoano do segmento progressista que faz defesa aberta da democracia no País. É o deputado que luta intransigentemente em defesa das causas sociais, dos direitos dos trabalhadores, do serviço público, da educação e da saúde públicas, das famílias da agricultura familiar e na defesa da cidadania. Sem Paulão, Alagoas perde voz. Os demais membros da bancada federal poderão e vão ocupar o espaço vazio, mas com olhares e motivos bem diferentes da atuação do deputado do PT, que não briga por orçamento secreto.
Depois não adianta chorar o leite derramado. Indiscutivelmente, a culpa será do próprio PT que aquiesceu a um “novo” acostumado a velhas conveniências. Portanto, o que vai sobrar é o era uma vez o Partido dos Trabalhadores, em Alagoas.”
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