Laudo diz que não é possível dizer se idoso morreu antes ou depois de chegar ao banco

Documento afirma que ainda depende de exames complementares para determinar se houve algum tipo de intoxicação.

O laudo de exame de necropsia do idoso Paulo Roberto Braga, obtido pela TV Globo nesta quarta-feira (17), afirmou não ser possível determinar se o idoso morreu antes ou depois de chegar ao banco – para onde foi levado de cadeira de rodas para sacar um empréstimo, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

O perito do Instituto Médico Legal (IML) afirma que o óbito pode ter ocorrido entre 11h30 e 14h30, mas que ele não tem elementos seguros para dizer, do ponto de vista técnico e científico, que a vítima morreu no trajeto para a agência.

A defesa de Érika de Souza Vieira Nunes, sobrinha de Paulo e presa por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver, alega que ele morreu no trajeto.

Foi Érika que levou o tio desacordado na cadeira de rodas para sacar um empréstimo de R$ 17 mil – como mostra um vídeo gravado por funcionários do banco (veja acima).

Imagens de segurança apontam que os dois entram no shopping onde fica a agência minutos depois das 14h, com o idoso sem se mexer, na cadeira de rodas.

Causas da morte

O exame do IML afirmou que a morte foi causada por broncoaspiração de conteúdo estomacal e falência cardíaca, compatível com a de um homem previamente doente.

Os peritos aguardam ainda resultados de exames toxicológicos para determinar se houve algum fator externo envolvido na morte, como alguma droga ingerida por Paulo – o que pode ser indício de homicídio.

O delegado Fábio Luis, titular da 34ª DP, afirmou que livores cadavéricos encontrados no corpo indicam que Paulo não teria morrido sentado. Livores são acúmulos de sangue decorrentes da interrupção da circulação que, no caso dele, se acumularam na nuca, indicando que ele deve ter ido a óbito deitado.

Ainda segundo ele, Paulo tivesse morrido no banco, haveria livores nas pernas, já que ele estava na cadeira de rodas. Mas a p

A sobrinha de Paulo, Érika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos, foi presa em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver e submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML), na manhã desta quarta-feira (17).

Vídeos

A polícia analisa vários vídeos que mostram o trajeto do idoso e da sobrinha até a agência. Em um deles, é possível ver Erika e o motorista de um aplicativo desembarcando o idoso do carro no estacionamento do shopping onde é localizada a agência. O motorista já foi ouvido na delegacia.

Para a polícia, as imagens são mais um indício de que Paulo já estava morto quando foi levado à agência.

Imagens de câmeras de segurança da entrada da agência bancária também mostram o idoso chegando empurrado em uma cadeira de rodas com a cabeça tombada para o lado.

A defesa da mulher que estava com Paulo contesta a versão da polícia e afirma que o idoso chegou vivo à agência.

Além de sustentar que Paulo chegou vivo à agência, a advogada Ana Carla de Souza Correa. afirma que a cliente tem um laudo psiquiátrico que foi apresentado na delegacia. “A senhora Érika faz um tratamento psicológico, toma remédios controlados. Fez tratamento bariátrica e precisa de tratamento psicológico”, disse.

Questionada se Érika pode não ter percebido que Paulo Roberto estava morto na agência bancária, ela disse: “Acredito que ela estava em surto naquele momento por causa dos medicamentos. Ela estava visivelmente alterada”

Fonte: g1

.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo