TCU intima ex-executivos da Caixa a explicar ‘patrocínio’ de atos no governo Dilma

O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), deu prazo de quinze dias para que executivos da Caixa Econômica Federal no governo Dilma Rousseff expliquem o patrocínio da instituição, com recursos públicos, de manifestações políticas em Brasília promovidas em 2011 e 2015 pela Contag (Confederação dos Trabalhadores na Agricultura) na “Marcha das Margaridas”.

Ministro Bruno Dantas Foto: Arquivo EBC

A iniciativa do TCU abre caminho à investigação de patrocínio da Caixa para bancar “mortadelas” em manifestações dos chamados “movimentos sociais” e ONGs controlados pelo PT. São chamados de “mortadelas” os pobres diabos recrutados nas periferias para fazer número nas manifestações em apoio ao PT e ao governo, em troca de cachê, lanche, camiseta etc.

Nos governos Lula e Dilma, a Caixa foi “aparelhada” por políticos do PT, como o então secretário-geral do partido André Vargas, deputado federal pelo Paraná que acabaria condenado à prisão na Operação Lava Jato por fraudar contratos milionários de publicidade. Vargas foi quem indicou o ex-diretor executivo Clauir dos Santos, um dos petistas que terão de se explicar ao TCU

Clauir dos Santos, ex-gerente nacional de Marketing da Caixa, terá de explicar por que o patrocínio da “Marcha das Margaridas” de 2011, promovida pela Contag, “passou de R$ 40.000,00, inicialmente definido, para R$ 400.000,00, na véspera do evento”, segundo a decisão do ministro Bruno Dantas.

Também terão de explicar o papel que tiveram e pareceres “técnicos” assinados, para justificar a liberação do dinheiro, os ex-gerentes-executivos Paula Marinho Machado Masulo, Aldenir Jácome Costa, Gerson Bordignon, homem de confiança do enroladíssimo Clauir dos Santos que acabaria virando gerente nacional no governo Michel Temer.

Em relação ao patrocínio da Marcha das Margaridas” de 20125, também investigado pelo TCU, o ministro Bruno Dantas determinou a oitiva dos ex-gerentes-executivos Viviane Gonçalves Araújo, Aldenir Jácome Costa e Gerson Bordignon (estes dois também enrolados no caso de 2011). Estes terão de apresentar “razões de justificativa por terem deixado de apresentar justificativa de preço e razão da escolha do contratado, além de deixarem de aplicar critérios claros e objetivos de avaliação e seleção das propostas de patrocínio”, segundo teor da decisão do ministro.

 

Fonte: Diário do Poder

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