Situação deficitária do AL previdência vai chegar a R$ 1,4 bilhão em 2019

O presidente do Alagoas Previdência, Roberto Moisés, afirmou na manhã desta quarta-feira (05) que com relação ao regime de estado ligado ao fundo financeiro, Alagoas vai chegar nesse ano a um déficit de R$ 1 bilhão e 400 milhões. O presidente explicou, em entrevista à rádio CBN, que esse déficit é um saldo negativo entre as contribuições invertidas e as despesas.

Segundo o presidente, o grande problema é o financiamento da previdência. Para ele, é preciso entender como se financia a previdência não só do Estado, mas também do INSS.

“Há várias modalidades de financiamento no país. Um dos modelos é de repartição simples que é quando as pessoas que estão na atividade bancam quem está aposentado”, explicou Moisés.

Ele explicou que o modelo de financiamento do Brasil se exauriu e que hoje há mais aposentados do que pessoas em atividade. “Ao longo dos anos vamos perceber que temos mais pessoas em atividade e que o número de aposentados está aumentando cada vez mais”.

De acordo com ele, esse modelo de financiamento no Alagoas Previdência também se exauriu do serviço público. “Os concursos públicos, as pessoas que estão entrando hoje no estado, é muito menor. Eu tenho uma massa muito antiga que está a ponto de se aposentar e poucas pessoas ingressando. Então não tem uma rotatividade que me faça nesse modelo de financiamento bancar a conta”, explicou.

“Se eu tenho mais aposentado do que ativo e a contribuição de 11%,  eu vou gerar um déficit e esse déficit que quem paga é o estado ou seja, a sociedade em geral que paga para cobrir a insuficiência financeira do regime de previdência”, comentou Roberto.

Conforme Roberto, quando se fala nesse saldo deficitário, o estado tem mais para pagar. “E aí tenho que pedir esse dinheiro de algum lugar. Aí vou lá ao Tesouro estadual e peço para cobrir a despesa. Só que o dinheiro é retirado de algum orçamento que é para cobrir a despesa”.

Moisés também disse que não há coerência retirar os estados e municípios da reforma. “Quem mais precisa são os estados e municípios da reforma. O governador Renan Filho não tem outro tipo de receita. Já a União pode cobrir o déficit, agora os estados e municípios não têm”.

CADAMINUTO

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