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Senador mais votado de Alagoas vê Haddad e Bolsonaro como extremos prejudiciais ao Brasil

Em carta aberta em que afirma o desejo de ser o senador do diálogo e da mediação política, o senador mais votado de Alagoas, Rodrigo Cunha (PSDB), declarou ontem (16) que não se sente representado por nenhuma das candidaturas postas para governar o Brasil neste segundo turno da disputa presidencial. Segundo o senador que venceu Renan Calheiros (MDB) nas urnas, os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) aguçam extremos políticos que não fazem bem ao país. O tucano pediu que o eleitor busque a verdade para orientar seu voto de acordo com seus princípios e consciência.

Rodrigo Cunha disse que a política não pode servir para propagar guerras ideológicas desarrazoadas. E vê Haddad sem aglutinar as forças progressistas e democráticas do Brasil e com rotas políticas viciadas e em não reconhecer erros partidários históricos. Enquanto Bolsonaro é apontado como uma opção apoiada em discursos que se aproveitam da insatisfação da população para propor medidas extremistas que fragilizam a democracia.

Ao se referir à candidatura de direita, ideologia da qual o PSDB faz parte, o senador tucano lembrou que o fato de ter sido vítima da violência, no crime político que o deixou órfão há quase duas décadas, não o fez aderir à propagação do extremismo como instrumento de pacificação e como meio ameaçador da convivência plural entre diversos segmentos da sociedade.

A mãe de Rodrigo, Ceci Cunha, foi assassinada no crime conhecido como Chacina da Gruta, junto com o marido Juvenal e dois familiares, em dezembro de 1998, em Maceió (AL), no dia em que foi diplomada deputada federal por Alagoas. O mandante do crime era o suplente e ex-deputado federal Talvane Albuquerque, condenado a mais de 100 anos pela chacina.

“Nosso povo pode continuar a esperar de mim a mesma independência, transparência e equilíbrio na minha atuação política. E são estes mesmo atributos que não me fazem sentir representado por nenhuma das candidaturas postas para governar o Brasil, as quais aguçam extremos políticos que não fazem bem ao nosso país. Por isso, minha orientação é que os eleitores procurem pesquisar e analisar cuidadosamente, buscando sempre a verdade, direcionando o voto de acordo com seus princípios e consciência”, disse Rodrigo Cunha, eleito para seu primeiro mandato político em 2014, como deputado estadual mais votado de Alagoas. 

Leia a carta aberta publicada por Rodrigo Cunha no fim da tarde de ontem:

Carta aberta aos alagoanos e brasileiros

A política tem como função central gerar bem-estar e liberdade para as pessoas e não pode ser instrumento de propagação de guerras ideológicas desarrazoadas. 

Devemos buscar incessantemente a convivência harmônica entre o respeito à diversidade e a preservação da individualidade; entre a busca da liberdade e a construção da igualdade e entre o desenvolvimento econômico e a assistência social.

Infelizmente, a polarização política no Brasil ganhou contornos insustentáveis e aponta para a necessidade urgente de um agir comunicativo inovador e que promova pontes entre os cidadãos brasileiros.

Do lado do espectro ideológico à direita, vemos uma candidatura apoiada em discursos que se aproveitam da insatisfação da população para propor medidas extremistas que fragilizam a democracia.

Como todos sabem, fui vítima da violência, mas nem por isso me associei a uma linha de pensamento propagadora do extremismo como instrumento de pacificação e como meio ameaçador da convivência plural entre os mais diversos segmentos da sociedade.

De outro lado do espectro ideológico mais à esquerda, vemos uma candidatura que não conseguiu aglutinar as forças progressistas e democráticas do Brasil a qual insiste em rotas políticas viciadas e em não reconhecer erros partidários históricos.

Quero ser o Senador do diálogo e da mediação política. Quero ser o Senador que colabore decisivamente para o Brasil recuperar um centro político propositivo, construtor de políticas públicas progressistas e geradoras de uma cidadania de resultado para os alagoanos e brasileiros.

Nosso povo pode continuar a esperar de mim a mesma independência, transparência e equilíbrio na minha atuação política. Foram elas os alicerces na minha estrada da vida.

E são estes mesmo atributos que não me fazem sentir representado por nenhuma das candidaturas postas para governar o Brasil, as quais aguçam extremos políticos que não fazem bem ao nosso país.

Por isso, minha orientação é que os eleitores procurem pesquisar e analisar cuidadosamente, buscando sempre a verdade, direcionando o voto de acordo com seus princípios e consciência.

Sigo firme em nome dos valores democráticos e confiante de que atuarei no Senado em defesa de Alagoas, do Brasil e com muita independência e diálogo com a população.

Rodrigo Cunha

diariodopoder

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