Presidente do SINDSPEM explica que greve não foi provocada por reforma administrativa

A paralisação de 72 horas dos servidores efetivos da Prefeitura de Penedo não foi motivada pela reforma administrativa envida pelo governo municipal para a Câmara de Vereadores. O motivo do protesto pacífico e ordeiro foi a falta de valorização do funcionalismo municipal, conforme explicou Luís Dantas, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Penedo – SINDSPEM.

Convidado para usar a tribuna da casa legislativa durante a sessão realizada nessa quinta-feira (16), Luís Dantas foi categórico ao afirmar que o projeto que promove uma reforma na estrutura da administração municipal não foi o ‘estopim’ da greve.

“Nós temos categorias há quase oito anos estão sem um real de reajuste. Valorização do servidor não se resume ao pagamento do salário em dia, isso é obrigação do patrão e se o funcionário não estiver desempenhando suas funções corretamente, se aplique as penalidades porque servidor não tem só direitos, mas deveres também”, explicou.

O presidente do sindicato que nunca foi recebido pelo prefeito Március Beltrão para discutir as reivindicações das categorias que representa, apesar dos ofícios protocolados e das solicitações extraoficiais, avalia que a situação financeira da prefeitura é positiva e viável para a reposição das perdas salariais do funcionalismo municipal.

“Nós estamos abertos ao diálogo porque queremos o bem do servidor, e a gente entende que só a conversa, só o diálogo pode fazer as coisas evoluírem. Agora, uma conversa séria, de compromisso, de dizer que pode e fazer. É isso que nós queremos”, enfatizou Dantas, criticando o que chamou de discurso demagogo quando os trabalhadores são enaltecidos como maior patrimônio do município.

“Do gari ao prefeito, todos são importantes para a gestão pública e para quem precisa dos serviços públicos, então por que não valorizar todos os servidores? ”, questionou Luís Dantas ao comentar a reforma que, da forma como está, beneficia mais o pessoal comissionado do que os efetivos.

“É preciso arrumar a casa primeiro, depois discutir o PCC (Plano de Cargos e Carreira)”, disse Dantas ao se referir que o município deveria regularizar antes as perdas salariais de anos sem reajustes que deixou os servidores do nível médio e superior do município de Penedo com seu poder aquisitivo em baixa.

Assessoria SINDSPEM
Fotos/Créditos: Geraldo José (Geo)

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