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Piranhas estão de volta ao Baixo São Francisco

Naturais de rio de água doce, as piranhas estão de volta ao baixo São Francisco. Um pouco desaparecidas por um bom tempo, as piranhas voltam com força total. Cardumes são vistos em quase toda a extensão ribeirinha, provocando desassossego em quem navega pelo seu percurso. Inúmeras pessoas já foram vítimas de suas violentas mordidas. Algumas tiveram que irem para o hospital, tal a gravidade dessas mordidas. Quando uma ataca, a pessoa naturalmente pode se livrar de uma sequência de mordidas. O medo é quando elas atacam em cardume, o que pode complicar a vida de alguém, ou mesmo provocando a morte, como acontece de vez em quando nos rios brasileiros de água doce. Segundo um biólogo, o que acontece no baixo São Francisco, foi provocado mais com a abertura das comportas das hidrelétricas, deixando passar o excesso d’água, e com ela a vinda desses peixes carnívoros, muitos deles sendo de tanques de criação. Como no atual baixo São Francisco não mais existem predadores naturais das piranhas, elas se avolumam assustadoramente. Com a ausência de muitos outros seres aquáticos, é natural que as piranhas procurem atacar as pessoas, mesmo que elas elas estejam na última opção de sua cadeia alimentar. Mas a fome provoca a não possibilidade de escolha. Recomenda-se que até passar o inverno, banho no rio deve ser evitado. Os cardumes aumentam, e com isso, a necessidade de alimento é buscada, seja ele qual for. Uma coisa é certa, acabaram com grande parte de alimentação dos peixes sobreviventes. A poluição e o grande assoreamento, têm provocado a morte do São Francisco, com os peixes carnívoros se multiplicando por ordem de um desequilíbrio que hoje dá como resultado o aparecimento de estranhas e devoradoras piranhas que se alimentam da sujeira e dos humanos. Estou sendo informado que as piranhas comeram uma mocinha de 14 anos em Paulo Afonso. Todo cuidado é pouco. A capitania dos Portos em Penedo deveria ser mais operosa quanto essas informações.Talvez alguém diga, só cuidamos dos barcos, e não do que exista no rio. Lamentável!

 

Nilo Sérgio Belo Pinheiro

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