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O efeito nas urnas do corte de 14% dos aposentados do AL Previdência

É difícil mensurar o quanto a cobrança dos 14% dos aposentados e pensionistas para o AL Previdência pesou nas eleições de Maceió.

Desconfio, porém, que a questão teve uma influência maior do que imagina o Palácio República dos Palmares.

Dois argumentos neste sentido: do ponto de vista simbólico, o corte na remuneração dos aposentados e pensionistas é de uma perversidade poucas vezes vistas, cometida com os trabalhadores do serviço público.

A melhor definição para mim, até pela fácil compreensão dos efeitos dessa “facada”, veio do presidente do TJ, desembargador Tutmés Airan, que disse que esse ato cruel corresponde ao “pagamento de uma pensão” depois que o trabalhador se aposenta.

Do ponto de vista prático, há de se considerar os efeitos nas finanças das famílias – além dos próprios aposentados e pensionistas – que perderam capacidade de compra de remédios, alimentos, do pagamento de um plano de saúde.

Cada um dos atingidos tem parentes e aderentes capazes de sentir o sofrimento das vítimas da cobrança terrível – e até compartilhar da mesma dor.

O presidente da Associação dos Procuradores de Estado, Marcos Savall, um dos grandes estudiosos do tema, diz que a alíquota de 14% poderia – ou deveria – ser cobrada, mas o problema é a base de cálculo: no regime geral, a mordida é para quem ganha acima do teto da previdência – pouco mais de R$ 6.100, 00.

Em Alagoas a cobrança é em cima de tudo que exceder um salário mínimo (porque os servidores estaduais “ganham pouco”).

A resposta, mesmo que não possa ser calculada em números exatos, veio nas urnas.

E ainda pode vir mais.

Rever um erro social é mais importante do que fazer crescer o montante acumulado nos cofres.

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