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Marcelo Beltrão diz que CPI do diploma deve ser aberta na ALE

A abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Diploma Falso deve mesmo se tornar uma realidade na Assembleia Legislativa. Quem garante é o deputado Marcelo Beltrão (MDB), que tem colhido depoimentos, documentos e informações gerais para sustentar o pedido.

“Não se pode abrir uma comissão só por suspeita. O que estamos fazendo é reunir o maior número de informações, depoimentos e documentos para sustentar esse pedido. Mas existem indícios fortes que precisam ser melhor apurados e sairmos da questão do convite dos envolvidos para a convocação”, explicou Beltrão.

Na tarde desta quarta-feira, ele revelou novas informações envolvendo a Faculdade Albert Einstein de Brasília (Falbe), que divulgou portaria suspendendo a validade de 145 diplomas emitidos em parceria com o Instituto Educacional Tecnológico e Cultural (Ietec) com a Universidade Estadual de Arapiraca (Uneal).

“Ainda não temos detalhes, mas é muito estranho que de uma hora para outra a própria faculdade que emitiu os diplomas decida suspendê-los. Além disso, até onde apuramos a Falbe não poderia ofertar cursos em Alagoas. Entendo a mínima culpa recai sobre a Uneal)”, disse Beltrão.

Ele também revelou estar preocupado com a repercussão dessa medida da Falbe junto aos profissionais que se formaram e que até já estariam atuando no mercado, além de alguns que tenham eventualmente sido aprovados em concursos públicos.

Diante de tantas dúvidas e informações que têm sido colhidas com audiências públicas, o parlamentar não vê outro caminho senão o de uma CPI. Tanto que vem trabalhando politicamente junto a outros deputados sobre a importância dessa apuração detalhada.

Quanto à posição da Falbe, ela foi comunicada por meio da Portaria n° 006/2019 de 24 de julho deste ano. No documento, a entidade afirma, inclusive, que não tem o paradeiro do responsável pelo convênio e da falta de documentos dos formandos na secretaria acadêmica da instituição.

Entretanto, conforme lembrou Marcelo Beltrão, o responsável pelo convênio participou de audiência realizada na cidade de Penedo. “Ou seja, quem eles dizem que não encontraram e tem paradeiro desconhecido é uma pessoa que esteve presente a um evento e chegou a prestar esclarecimentos. Isso é algo muito estranho”, concluiu Beltrão.

gazetaweb.globo.com

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