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Janeiro Roxo: Ufal e Sesau promovem I Seminário Alagoano sobre Hanseníase

Janeiro é o mês dedicado à prevenção e tratamento da Hanseníase e, por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) promovem, no próximo dia 17, às 8h, o I Seminário Alagoano sobre Hanseníase, voltado para estudantes e profissionais da saúde. O evento, que faz alusão ao Janeiro Roxo, será realizado no auditório do Hospital Universitário (HU), em Maceió, e conta com o apoio do Ministério da Saúde.

A Hanseníase era conhecida antigamente como Lepra e causa lesões na pele e nos nervos periféricos. Crônica e de notificação compulsória, a doença é transmitida pelo agente etiológico o Micobacterium leprae, bacilo denominado de Hansen e que tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos. Além das manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, a hanseníase tem como principais sintomas a perda ou alteração de sensibilidade térmica, tátil e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

Por esta razão, segundo o gerente de vigilância e controle de doenças transmissíveis da Sesau, Diego Hora, o evento busca atualizar o conhecimento sobre a doença, enfatizando que a hanseníase tem cura e alertando para a importância do diagnóstico precoce, do enfrentamento do estigma e da discriminação. Ele ressaltou que a transmissão se dá entre pessoas, com um doente que apresenta a forma infectante, que estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias, podendo assim transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis.

“Todo o tratamento é garantido pelo SUS [Sistema Único de Saúde], através das Unidades Básicas de Saúde. O diagnóstico é clínico, sem a necessidade de exames comprovatórios, e todo o tratamento é realizado também nos postos de saúde”, destacou o gerente de vigilância e controle de doenças transmissíveis da Sesau.

De acordo com a Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Seasu, Alagoas registra uma média de 300 casos de hanseníase diagnosticados por ano. “A forma mais comum identificada no Estado é a do tipo multibacilar. Em 2018, Alagoas computou um índice de 10,5 casos por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional, que fica em 13,6 por 100 mil, mas, ainda assim, esse é um índice considerado alto”, ressaltou Diego Hora.

Inscrições

Para participar do seminário, os interessados podem realizar suas inscrições clicando aqui. “As inscrições também podem ser feitas no local do evento. A participação é aberta para representantes de todos os municípios alagoanos”, reforçou Diego Hora.

 

GazetaWeb

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