Incentivos fiscais de Renan Filho não garantem geração de emprego, aponta Caged

Os incentivos fiscais concedidos pelo governo Renan Filho (MDB) a empresas que se instalam no Estado não estão garantido a expansão de emprego com carteira assinada, como estabelece entre uma de suas prioridades o  Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado (Prodesin).

Segundo dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados divulgados nesta quinta-feira (25), pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, nos seis primeiros meses deste ano, Alagoas eliminou 25.506 vagas formais de trabalho – uma retração de 6,67% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. O volume é o resultado entre as 47.638 contratações e os 71.144 desligamentos no período.

De acordo com o Caged, em junho foram extintos 861 postos de trabalho com carteira assinada em Alagoas, uma retração de 0,26% em relação ao mês anterior. A retração do mês foi puxada pelo setor de serviços, que fechou 1.020 vagas formais – a diferença entre as 2.413 contratações e as 3.433 demissões. Em seguida aparecem o comércio, com a eliminação de 201 postos formais, e a indústria de transformação, que fechou 161 vagas.

Em junho, segundo os dados do governo federal, a construção civil apresentou o maior saldo positivo do Estado, com a abertura de 245 vagas com carteira assinada, um crescimento de 1,15% em relação a maio. Em seguida aparece o setor agropecuário, que criou 216 postos formais de trabalho, um avanço de 2,15% na comparação com o mês anterior.

O resultado de junho é o quarto pior para o mês de toda a série histórica do Caged, instituída em 2004. Junho de 2015 – primeiro ano do governo Renan Filho (MDB), detém o pior saldo, com a extinção de 1.646 vagas com carteira assinada no Estado.

JOVENS DESEMPREGADOS

A dura realidade de Alagoas também afeta os jovens. Em recente pesquisa, o IBGE divulgou que Alagoas está acima da média nacional (27,3%) no índice de jovens desempregados, ocupando o sexto lugar entre os estados brasileiros. No Nordeste, o estado garante o terceiro lugar, atrás apenas da Bahia (35,8%) e de Pernambuco (33,9%), que também estão acima da média nacional.

Municípios

Segundo os dados do Caged, Rio Largo foi o municípios que mais eliminou postos de trabalho no primeiro semestre, com a extinção de 3.977 vagas com carteira assinada – resultado das 1.363 contratações e os 5.340 desligamentos no período. Em seguida aparecem Coruripe, com menos 3.173 vagas, São Miguel dos Campos (-1.853), Campo Alegre (-1.693) e São Luís do Quitunde (-1.685).

 

GazetaWeb

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