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Funcionários da Equatorial protestam contra demissões em massa

Os Urbanitários de Alagoas realizam um ato contra as demissões em massa que estão sendo realizadas pela Equatorial, empresa que assumiu o controle da Eletrobras Alagoas/CEAL. O ato ocorre na manhã desta segunda-feira, (5), em frente ao prédio-sede da empresa na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Nestor Powell, o ato tem como objetivo abrir um diálogo com a empresa sobre a reestruturação do quadro de pessoal.

“Queremos uma melhoria nos serviços que não passe por demissão. As pessoas já começaram a perceber a piora na qualidade do serviço prestado. E isso está acontecendo devido às demissões”, disse Nestor Powell.

Ele disse que, desde que a Equatorial assumiu, há 100 dias, 50% dos funcionários já foram demitidos. Isso dá em torno de 500 a 600 pessoas. “Isso é um fator fundamental e preponderante para o que está ocorrendo com a qualidade do serviço”, desabafou.

O presidente dos Urbanitários afirmou que a categoria também está fazendo um trabalho junto à Assembleia Legislativa (ALE) para discutir essa questão. “Não dá para nós, em um estado pequeno e nessa crise que estamos passando, vermos trabalhadores que entraram na antiga Ceal por meio de concurso e que são treinados e capacitados e, agora, estão sendo demitidos assim, sem nenhum critério. São demissões sem justa causa; fora o PDV que eles fizeram e muita gente aderiu, justamente com medo dessas demissões. Estamos tentando fazer com que a empresa observe isso. Não dá para uma empresa de um setor estratégico como é a energia querer agir como se fosse um banco, só visando lucro”, reforçou Nestor Powell.

De acordo com o sindicalista, toda semana estão acontecendo demissões. Na atividade de eletricista, terceirizaram o serviço. “Estamos vendo que isso é um erro. Nossos trabalhadores, além de terem capacitação, estão com salários de mercado. Se ela diz que quer reduzir custos, ficamos sem entender como demite um trabalhador qualificado para colocar outro ganhando a mesma coisa”, continuou desabafando.

Manifestantes usaram faixas com palavras de ordem

FOTO: Larissa Bastos

Nestor disse ainda que eles já conversaram com a diretoria por diversas vezes, inclusive nas negociações de acordo coletivo, e estavam discutindo essa questão. Agora eles esperam reabrir essa mesa de negociação. Caso isso aconteça, o sindicato não descarta uma greve.

“Existe essa possibilidade. Estamos tentando trazer a empresa para essa mesa de negociação  para encontrarmos uma alternativa a essas demissões em massa. Mas, se ela resistir, vamos sim fazer um movimento mais contundente e radicalizado. Vamos avaliar depois dessa programação de hoje”, concluiu o líder da entidade.

À Gazetaweb, a Equatorial informou, por meio da assessoria de comunicação, que vai emitir nota esclarecendo os fatos.

gazetaweb

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