Formação de massa de ar seco a 10 km de altitude gera onda de calor em AL

O clima não está tão agradável assim. Pessoas se abanam o tempo todo, passam mal, têm dificuldade de respirar e, até, desmaiam, a depender do organismo, do lugar e da temperatura registrada. Esta é a realidade na capital e do interior do estado, onde o ano de 2019 já começou mais quente que o ano passado, segundo confirmou o meteorologista Humberto Barbosa.

Em entrevista à Gazetaweb, o professor e coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) explicou que este clima quente registrado em janeiro e fevereiro se deve à falta de chuvas, o que causa o aumento da temperatura do solo e do ar.

“É no verão onde se registram as altas temperaturas, mas, neste ano, percebemos uma redução do volume de chuvas, refletindo diretamente no solo e no ar”, pontuou Humberto.

Na oportunidade, o meteorologista esclareceu que, desde janeiro, há uma formação de alta pressão a uma distância de 10 km de altitude, impedindo a formação de nuvens e, consequentemente, provocando maior incidência dos raios solares.

“Vemos a formação de uma massa de ar seco inibindo o surgimento de nuvens e, com isso, a radiação do sol chega à superfície sem bloqueio, ou seja, os raios incidem mais fortemente, gerando essa onda de calor”, explicou ao reforçar que a temperatura máxima registrada chega a 37º, com uma sensação térmica de 39º.

O professor esclarece que o clima quente deve permanecer por mais alguns dias. De fevereiro a maio, a situação tende a ser amenizada no Agreste e Sertão alagoanos, com as chuvas; já na costa litorânea, a quadra chuvosa tem início em abril e se estende até o mês de junho.

gazetaweb.globo

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