Alagoas

Em Maceió, Boulos critica governo Temer e promete 6 milhões de empregos em dois anos

O candidato à presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, chegou em Alagoas na manhã desta sexta-feira (24) para participar de uma série de eventos de sua campanha em Maceió. Em entrevista à Rádio Gazeta de Alagoas, o presidenciável fez duras críticas ao governo de Michel Temer e prometeu a criação de seis milhões de empregos nos dois primeiros anos de mandato, caso seja eleito.

“Este governo fez o Brasil andar 50 anos para trás, pois aprovou a reforma trabalhista, tirando direitos dos trabalhadores, criou uma crise com mais de 14 milhões de desempregados. Nós temos um projeto para criar cerca de 6 milhões de empregos em dois anos de mandato. E estes empregos virão junto com infraestrutura para a população através do investimento público em moradia, em creches, obras de saneamento básico, hospital, escola e teremos 180 bilhões por ano destinados a isso e iremos resolver dois problemas do povo de uma vez só”, disse.

Boulos falou também sobre a taxação sobre grandes fortunas, que também é uma de suas propostas de governo. Para o candidato, o Brasil tem tributado mais as pessoas com menos poder aquisitivo e, em contrapartida, diminuído o peso do Estado sobre os mais ricos.

“O governo Temer diz que o país está falido e que não temos dinheiro, mas nós somos a oitava economia do mundo e o problema é que esse dinheiro não chega onde deveria chegar, porque o Brasil tem funcionado como um ‘Robin Hood ao contrário’, onde se tira dos pobres para dar aos mais ricos. Quem tem um carro, paga o IPVA todo ano, mas quem tem um jatinho, um helicóptero ou um iate, não paga nada”, pontuou.

Guilherme prometeu ainda reajustar os benefícios oferecidos pelo Programa Bolsa Família e realizar correções no salário mínimo para garantir maior poder de compra para a população. “O Bolsa Família é um direito e ajuda a botar comida na mesa de milhões de brasileiros. Eu fico indignado quando há cortes no Bolsa Familía, onde cortaram o benefício de muitas pessoas. Ter essa ajuda é a única opção para muitos comerem ou não comerem, sem contar que o valor está defasado, assim como o salário mínimo”, afirmou.

Por fim, Boulos repercutiu os números das últimas pesquisas eleitorais que têm mostrado que cerca da metade do eleitorado brasileiro ainda não sabe em quem votar ou pensa em anular o voto no próximo dia 7 de outubro.

“Temos hoje um dado muito interessante que tem sido mostrado nas pesquisas. Cerca de 50% do brasileiros não sabem em quem votar ou pensam em votar nulo. Isso é consequência da política do toma lá da cá que tem sido recorrente em nosso país. As pessoas estão descrentes com a organização política e eu compreendo isso. A gente olha para Brasília e vê a maioria dos que estão lá preocupados com os próprios interesses e não com quem os colocou lá. O meu jeito de fazer política é olhando para o povo através de plebiscitos e outras medidas de diálogo com as pessoas. Eu não irei governar sentado em palácio, irei fazer isto andando pelo país e escutando o povo”, finalizou.

Guilherme Boulos participa na tarde desta sexta-feira de três eventos oficiais de sua campanha em Maceió ao lado do candidato ao Governo de Alagoas pelo PSOL, Basile Christopoulos. São eles: encontro com Sindicalistas e Lideranças Populares no Sindicato dos Bancários, às 14 horas; caminhada e ato relâmpago no Calçadão do Comércio, a partir das 15 horas.

 

alagoas24horas

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