Deputados cobram do governo do Estado pagamento a fornecedores do Programa do Leite

Um pronunciamento da deputada Jó Pereira (MDB), o primeiro da atual legislatura, nesta quarta-feira (20), gerou várias cobranças e críticas ao governo do Estado, por parte dos deputados, em relação ao atraso no pagamento aos pequenos e médios produtores que atuam para o Programa do Leite. Segundo a parlamentar, eles estão há cerca de 120 dias sem receber os recursos.

“São vários, talvez a totalidade dos pequenos e médios produtores, que atuam para o programa do leite, em total desespero, sem mais saber a quem procurar, sem posição e sem entender esses quase 120 dias de não recebimento pelo seu trabalho… Se nada for feito, imagino, os desesperados podem não mais permanecer em suas propriedades, em seu oficio, e se transformarem em estatísticas negativas, de empobrecimento, de fome e de violência”, destacou, cobrando urgência na solução do problema.

Em apartes, os parlamentares reforçaram o apelo e criticaram o atraso no pagamento. Conforme Inácio Loiola, ele e o deputado Paulo Dantas já apresentaram um requerimento criando na Casa a Frente Parlamentar em Defesa da Pecuária Leiteira, da qual a deputada também deve ser integrante. A atividade, segundo Loiola, é a segunda que gera mais emprego em Alagoas.

Francisco Tenório também criticou o atraso no pagamento de fornecedores também na área da saúde, onde falta insumos em unidades hospitalares e também há funcionários com salários atrasados. Em relação ao programa do leite, frisou que o atraso é de seis meses, desde outubro do ano passado, e que o projeto há havia sido reduzido, em 2017, em 50%, mesmo sem a redução da população atendida.

“A situação é inexplicável, já que existe um convênio com governo federal que vai até maio desse ano. Além disso, o Fecoep aprovou os recursos para esse pagamento, mas eles não foram executados”, disse, sugerindo uma sessão especial para debater o assunto.

Nesse momento, Jó Pereira pontuou que, dos R$ 20 milhões destinados para o programa pelo Fecoep, conforme dados contidos no Portal da Transparência, apenas R$ 7 milhões foram liberados.

Já Bruno Toledo reforçou as críticas ao que aponta como desvio de finalidade do Fundo, criado para combater à extrema pobreza, mas que teve grande parte dos recursos destinados ao financiamento de construções e reformas de unidades hospitalares: “O governo decidiu desviar para construir elefantes brancos que não se sabe ainda como serão custeados, enquanto isso, a Santa Mônica, o HGE e o Hélvio Auto estão na situação que estão de desabastecimento”.

Por meio do programa, são distribuídos cerca de 40 mil litros diariamente, para atender 80 mil famílias em Alagoas.

cadaminuto

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