Condenado pela morte de professor, ex-prefeito vai cumprir prisão domicilia

O ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Morais Barros, vai deixar o Núcleo Ressocializador da Capital (NRC) para cumprir prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica. A decisão que beneficia Adalberon diz que ele já cumpriu mais de 1/6 da pena de 67 anos, 8 meses e 29 dias de reclusão.

Em 2013, Adalberon – que já respondia por desvio de recursos públicos – foi condenado a mais de 34 anos pela morte do professor Paulo Bandeira. A vítima denunciou esquema de desvio de recursos na Prefeitura de Satuba na época em que Adalberon era prefeito.

O juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais, informou que outros 24 apenados foram beneficiados pela progressão de pena do regime fechado para o semiaberto. “Ele (Adalberon) preencheu todos os requisitos para progredir de pena. Como estamos sem unidade do semiaberto, o Adalberon vai seguir para a prisão domiciliar, com tornozeleira”, explicou o magistrado.

O professor Paulo Bandeira foi sequestrado, torturado, acorrentado e queimado vivo dentro de seu veículo, na Fazenda Primavera, zona rural de Satuba, em junho de 2003, após receber um telefonema, na Escola Professora Josefa Silva Costa, pedindo para que se dirigisse até a sede da Prefeitura Municipal.

“Analisando o histórico carcerário do apenado, verifica-se que este foi preso pela última vez em 23/11/2007, permanecendo encarcerado até os dias atuais, valendo salientar, ainda, o reconhecimento da remição no total de 801 dias declarados. Portanto, conforme decisão de folhas 895/901, verifica-se que o apenado cumpriu, até a presente data, somando-se o período declarado remido da sua pena, o total de 12 anos, 09 meses e 14 dias”, diz trecho da decisão.

Adalberon terá de permanecer em sua própria residência durante o repouso noturno e nos dias de domingo e feriados, saindo para o trabalho a partir das 5 horas e retornando até as 20 horas. Também não poderá praticar fato definido como crime doloso, além de não frequentar bares, boates, botequins, prostíbulos ou casas de reputação duvidosa.

Ainda de acordo com a decisão, o ex-prefeito está proibido de se ausentar de Maceió sem prévia autorização, além de frequentar as dependências de quaisquer unidades do sistema prisional, salvo com autorização judicial. Ele também não pode mudar de endereço sem prévia comunicação, tendo de comparecer, mensalmente, à Justiça para prestar contas de suas atividades.

cadaminuto

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