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Carlinhos Maia sobre a ‘cultura do cancelamento’: ‘Palhaçada gigantesca’

Fenômeno do humor na internet, Carlinhos Maia relembrou em entrevista ao programa “Luciana By Night”, da RedeTV!, momentos da infância humilde no interior de Alagoas e revelou que a criatividade “foi quase para o ralo” durante a quarentena do novo coronavírus. A entrevista irá ao ar hoje à noite.

“Eu precisei me reinventar. Há mais de cinco anos eu não passava tanto tempo dentro de casa. Estava sempre viajando, fazendo shows, campanhas. Quando me vi sozinho, com o Lucas [marido], eu disse: ‘Ferrou. Agora vou ter que mostrar que dá para fazer humor dentro de casa’, e descobri outras formas de fazer as pessoas rirem”, explicou o influenciador, que tem mais de 20 milhões de seguidores.

Após ficar conhecido por todo o país, Carlinhos precisou lidar com o ataque de haters inúmeras vezes. Ao comentar sobre a cultura do cancelamento, que busca interromper o apoio a uma personalidade pública por causa de alguma postura específica adotada, ele classifica:

“É uma palhaçada gigantesca”, avaliou. “Não estava acostumado. Sou um cara do interior, não terminei os estudos. Falava de uma forma [nas redes sociais] e tinha a sensação de que estava na cozinha da minha casa, conversando com meus amigos. Dava uma opinião e, quando ia ver, tinha tomado uma proporção maior. Precisei parar e entender que minha voz, hoje, é uma voz ativa e vai reverberar de diversas maneiras”, comenta.

“Fui estudar como me portar, falar, sobre o que falar e só falar daquilo que entendo. Hoje não me atinge mais. Olho para tudo aquilo que eu sei que não me pertence e deixo passar batido, melhorando sempre o que tenho que melhorar. Uma fala errada vale por todas as coisas boas da vida inteira? É uma desconstrução diária”, resume.

Prestes a celebrar o primeiro aniversário de casamento, Carlinhos falou sobre a possibilidade de aumentar a família. “O Lucas quer muito mais que eu. (…) Ele é todo meigo, adora uma criança. Mas quero ter filhos, sim. Quero adotar porque tem gente demais sobrando no mundo para a gente adotar e dar amor”, completa.

gazetaweb.globo

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