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As escolas de samba e a lavagem de dinheiro do jogo do bicho

Todos os anos, no mês de fevereiro, os foliões se reúnem para assistir ao carnaval carioca.

O que boa parte deles não sabe é que, muitos dos recursos que possibilitam a organização da tão famosa festa de carnaval, e os desfiles cheios de luxo que atravessam a marquês de sapucaí, são patrocinados por dinheiro ilícito vindos do jogo do bicho. Confira!

O que o carnaval tem a ver com o jogo do bicho

 

O carnaval, por ser uma festa de grande porte, precisa de patrocínio para acontecer. E é neste ponto que se inicia a ligação entre os jogos de azar e as escolas de samba.

 

Por isso, bicheiros do Rio criaram ao longo de décadas uma estrutura ilegal, que pode ser utilizada por diversas modalidades criminosas, dentre elas o jogo do bicho e a “máfia dos caça-níqueis, que disputa a poder de tiros e assassinatos o espaço dos pontos de instalação de máquinas em bairros do Rio de Janeiro.

 

No livro Comando Vermelho (1ª ed. em 1993), Carlos Amorim relata:

 

“O dinheiro ‘sujo’ da droga vira dinheiro ‘limpo’ por meio de mecanismos legais de aplicação gerenciados por cidadãos acima de qualquer suspeita– a maioria advogados. Mas também tem empresário metido na lavagem de dinheiro, com investimentos na construção civil e no comércio. Há uma forte suspeita de que alguns banqueiros do jogo do bicho no Rio têm ligações com o esquema de lavagem dos lucros da droga.”

 

Foi nesse contexto que bicheiros viram nas escolas de samba uma forma de lavarem dinheiro, haja vista a dificuldade do Estado em controlar e monitorar os gastos e as notas que muitas vezes são emitidas com valores superiores aos praticado, de forma superfaturada, que são muitas vezes emitidas sem que nem sequer o serviço tenha sido realmente prestado.

 

Além disso, a complexidade da precificação das alegorias, fantasias, e outros produtos do universo carnavalesco, também torna ainda mais complexa a fiscalização dos gastos. 

Legalização na mira do Congresso

A legalização dos jogos de azar voltam à tona o Congresso Nacional que pode votar ainda esse ano a legalização de jogos como:

  • Jogo do bicho, 
  • Pôquer
  • Cassinos
  • Bingos
  • Caça-níqueis, entre outros.

 

O maior argumento utilizado é a possibilidade de arrecadação de impostos pelo Estado, o que poderia favorecer a população com investimentos em serviços básicos como saúde, educação e segurança.

 

No entanto, a dificuldade de fiscalização, assim como ocorre nas escolas de samba atualmente, continuaria a mesma, uma vez que a maior parte das transações são feitas em espécie, o que dificulta ainda mais o controle do faturamento e a correta tributação do Estado.

 

Ainda assim, legalizar os jogos de azar pode aumentar o emprego e renda, como ocorre atualmente em países como:

  • Argentina, 
  • Estados Unidos
  • Caribe
  • Mônaco
  • China
  • Bahamas
  • Peru
  • Austrália
  • Singapura
  • África do Sul

 

Países como estes utilizam os jogos de azar como uma maneira de arrecadar impostos, movimentar o setor turístico e criar empregos, o que pode ocorrer também no Brasil, caso a legalização realmente seja aprovada.

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