AL extingue um emprego a cada 12 minutos no primeiro semestre e consumo despenca

De janeiro a junho deste ano, a cada 12 minutos um posto de trabalho deixou de existir em Alagoas. Os dados são do balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Entre admissões e demissões, o saldo fechou negativo em mais de 23 mil postos de trabalho. .

Desempregado, o alagoano gasta menos e a roda da economia se move mais lentamente, quase parando. O Índice de Consumo das Famílias recuou 0,7% em julho, conforme pesquisa da Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL), desenvolvida em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e divulgada nesta terça-feira (20).

A pesquisa aponta, ainda, que, com menos postos de trabalho, menos pessoas ativas economicamente e, consequentemente, menos consumo há, já que os desempregados tendem a priorizar o dinheiro que lhes resta com gastos essenciais.

A pesquisa aponta que, mesmo com alta na confiança da permanência em seu posto de trabalho (2,6%), o consumidor reduziu em 7% o uso do cartão de crédito, consumiu 1,7% a menos do que em julho de 2018 e pretende consumir 4,7% a menos no restante do semestre comparando ao ano passado, além de reduzir seu consumo de bens duráveis em 0,1% comparado a junho.

De acordo com o assessor econômico da Fecomércio AL, Felippe Rocha, os dados refletem a conjuntura econômica do País. “Ao compreendermos a situação da economia brasileira, estadual e municipal, percebemos com bastante clareza a queda do consumo das famílias por conta da incerteza econômica e prudência”, diz.

CENÁRIO DESANIMADOR

Em Maceió, os dados do Caged demonstram que, entre janeiro e junho, há saldo líquido negativo na criação de postos de trabalho, ou seja, houve mais demissões do que admissões, resultando na perda de 1.406 de empregos na capital.

Na microrregião de Maceió, que além da capital inclui Rio Largo, Marechal Deodoro, Pilar e Satuba, a perda de postos de trabalho é de 6.779 no mesmo período, o que acaba por impactar na economia de Maceió, pois a circulação de pessoas dessas localidades gera um efeito positivo no consumo da capital.

“Os dados acima apresentados mostram que a economia brasileira permanece patinando. A expectativa é que os desdobramentos do segundo semestre e a liberação do saque de quantia até R$ 500 por conta ativa ou inativa do FGTS tragam fôlego ao consumo em todo o Estado de Alagoas”, analisa Felippe.

gazetaweb.globo

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