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Adoção ilegal em Piaçabuçu pode revelar esquema de tráfico de crianças, diz conselheira

Uma ação conjunta entre os conselhos tutelares de Rio Largo, Penedo e de Piaçabuçu, evitou que um bebê de apenas três dias de vida deixar-se o Estado quando tentarão  embarcar para São Paulo com o suposto Pai biológico sem companhia da mãe.

Ação suspeita chamou atenção da equipe dos conselheiros de plantão nesta terça-feira (19), no Aeroporto Zumbi dos Palmares na capital.

O suposto pai biológico, tinha em mãos autorização da mãe, uma declaração médica e certidão de nascimento que nele tinha o nome do acusado.

A história começou a ganhar outro rumo quando foi localizada a Mãe do bebê  Anicleide Cristina dos Santos, que é moradora de Piaçabuçu e no último sábado(16) deu a luz na Santa casa de Penedo, e contou uma versão muito confusa.

Solidade, Neide Conselho, João Paulo, Dulce Lisboa, Anderson Henrique, e Adriana Fabricia – Representante do CREAS conselheiros de Piaçabuçu, Penedo e do Rio Largo – Foto Piaçabuçu News

Para os conselheiros existe a possibilidade da Anicleide Cristina ter sido uma vitima do esquema de  trafico de criança, prática que vem acontecendo nas cidades do interior.

O bebê está na guarda dos conselheiros de Rio Largo onde aconteceu a ocorrência, e mãe  Anicleide Cristina foi levada para 7º delegacia regional de Penedo, para prestar esclarecimento, o caso será investigado pelo delegado de plantão.

Adoção de criança pela internet? Entenda como funciona o novo esquema ilegal

A internet está sendo utilizada como ferramenta fraudulenta, onde os pais a utilizam para anunciar a doação de seus filhos como se fossem mercadorias. Deste modo, vários pais entregam seus bebês para pessoas estranhas com quem nunca tiveram nenhum tipo de contato anteriormente.

Além disso, o que mais impressiona é o fato dos pais doadores não terem nenhuma certeza, nem garantia de que a criança vai ser bem cuidada.

A maioria dos participantes desses grupos fechado são mulheres, e para entrada de novos membros é necessária a aprovação do mediador. Os membros desses grupos são de todas as partes do Brasil. Eles deixam seus nomes e contatos telefônicos, porém grande parte desses perfis são fakes.

O MP informou ainda que os administradores desses grupos fazem o cruzamento das informações entre os pais biológicos e os supostos pais adotivos e realizam a intermediação da transação clandestina.

As autoridades competentes não conseguiram provar até o momento se existem indícios de transação financeira entre as partes envolvidas nessa fraude, porém acreditam que isso seja bem provável.

O funcionamento ilegal de adoção de crianças pela internet

Após ter sido acertada a negociação da criança no mundo virtual, acontecem três etapas no mundo real.

Na primeira etapa o candidato a adoção se passa por pai biológico e vai ao cartório. Lá a criança é registrada como se fosse dele. Na segunda, a genitora dá a guarda do bebê ao pai adotivo. Vale ressaltar que nesse momento, a documentação já consta que ele é o pai biológico da criança. E na última, o suposto pai adotivo inclui a mãe adotiva na guarda da criança. De acordo com as investigações, para que a fraude dê certo é necessário começar a regularização do bebê ainda no hospital particular onde geralmente ocorre o parto.

piacabucunews

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