A eleição não começa mais na televisão

As eleições de 2026 já começaram antes mesmo do horário eleitoral. Começaram nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp, nos cortes de vídeo, nos podcasts, nos programas de rádio, nos telejornais e na conversa diária de um país que não espera mais a campanha oficial para formar opinião.
A política mudou de palco. A praça pública agora cabe na palma da mão. O eleitor acorda, pega o celular e já é atingido por discursos, ataques, promessas, memes, denúncias e narrativas. As redes sociais deixaram de ser acessório de campanha. Viraram território central da disputa pelo poder.
Mas seria ingenuidade decretar a morte da televisão e do rádio. A TV ainda entrega autoridade, escala e sensação de legitimidade. O rádio segue sendo presença íntima, especialmente no interior, no trânsito, nas feiras, nas casas e nos muitos municípios. Quem desprezar esses meios cometerá erro estratégico grave.
A eleição deste ano será híbrida. Quem tiver apenas rede social falará com bolhas. Quem tiver apenas rádio e TV parecerá velho. Quem conseguir unir velocidade digital, credibilidade televisiva e proximidade radiofônica sairá na frente.
O desafio dos candidatos não será apenas aparecer. Será convencer. Em tempos de desconfiança, excesso de informação e cansaço político, o eleitor não quer só propaganda bonita. Quer coerência, presença, verdade e capacidade de dialogar com a vida real.
As redes inflamam. A TV consolida. O rádio aproxima. E a política, quando bem feita, precisa dos três.
Em 2026, vencerá quem entender que comunicação não é volume. É estratégia. Não é gritaria. É narrativa. Não é apenas impulsionar conteúdo. É construir confiança.
A campanha que dominar esse novo ecossistema não apenas ganhará visibilidade. Poderá ganhar a eleição.
Por redação C/Coluna do Lininho



