Reviravolta: polícia conclui que não houve estupro coletivo e indicia jovem em Rio Largo

As investigações sobre um suposto estupro coletivo em Rio Largo mudaram de rumo após a Polícia Civil descartar o crime e indiciar a jovem, até então apontada como vítima, por denunciação caluniosa. O caso foi registrado em março deste ano, e causou revolta na população.

De acordo com a delegada Zenilde Pinheiro, que está à frente das investigações, a jovem, de 18 anos, teria sido confrontada sobre os fatos e acabou confessando que mentiu sobre as acusações.

“Durante as investigações, identificamos que não se tratava de estupro. Tivemos acesso a algumas provas digitais, extraídas dos celulares dos acusados. Ouvimos diversas testemunhas, pessoas envolvidas na denúncia feita por ela, outras que tiveram contato com a jovem quando ela supostamente estava em cárcere privado. Também tivemos acesso a imagens desse suposto encontro dela com uma das acusadas. Por fim, ela foi confrontada com os fatos, e acabou confessando que mentiu”, explicou a delegada, em entrevista à reportagem da TV Pajuçara. 

Segundo a delegada, duas pessoas, a ex-cunhada e o ex-namorado da jovem, estão presas e devem ser liberadas pela Justiça.

“Foram concluídas as investigações, e essas pessoas não foram indiciadas. Acredito que a Justiça deve decidir pela liberdades delas”, concluiu a delegada. 

A jovem foi indiciada por denunciação caluniosa por acusar falsamente outra pessoa de um crime e provocar a instauração de uma investigação. O crime é considerado grave, e a punição pode variar entre dois e oito anos, além de multa.

O CASO 

Uma jovem de 18 anos denunciou ter sido vítima de estupro coletivo e mantida em cárcere privado por cerca de 18 dias, no município de Rio Largo, região metropolitana de Maceió.

Segundo a polícia, durante a falsa denúncia, a vítima contou que, ao sair da escola no dia 10 de março, foi abordada pela irmã do ex-namorado, um homem de 38 anos com quem teve relacionamento por dois anos.

A jovem relatou que foi convidada a ir até a residência da ex-cunhada, onde foi surpreendida e atacada por oito homens, que começaram a cometer estupro coletivo. Ela também relatou ter sido obrigada a consumir drogas.

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Fonte TNH1
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